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Brasília - O diretor de Proteção
Ambiental do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama), Flávio Montiel, negou que
a ausência de lances nos dois leilões do “boi pirata” represente um fracasso. Para ele, o objetivo principal
está sendo alcançado.
“O maior objetivo do
governo não é ganhar dinheiro, mas garantir a
preservação daquela área. Para nós, não
é um fracasso. É uma vitória a retirada de gado”, afirmou. O diretor do Ibama disse à
Agência Brasil que, depois da apreensão de gado
bovino na região da Terra do Meio, no Pará, mais de 15
mil animais já foram retirados da área de preservação
ambiental por outros pecuaristas.}
O Ministério do
Meio Ambiente estimou em cerca de 40 mil a quantidade de gado existente no local quando do início da Operação
Boi Pirata, em junho. Montiel explicou que não houve mais
apreensões porque os outros pecuaristas estão cumprindo
os prazos estipulados pelo Ibama.
Segundo o diretor, o
número total de cabeças de gado à venda é
3.146, e não 3.500 ou 3.046, como havia sido divulgado
anteriormente. A diferença se deve ao fato de a contagem do
gado por peões boiadeiros a serviço do Ibama ter sido
concluída recentemente e os valores divulgados anteriormente
serem aproximados, inclusive o presente na decisão judicial
que determinou a apreensão dos animais.
Montiel acredita que a
ausência de compradores para o gado leiloado nos dois primeiros
leilões é conseqüência do preço, que
teria “despencado” na região em função do
aumento expressivo da oferta em São Félix do Xingu,
próximo a Terra do Meio. O munipício recebeu as mais de
15 mil cabeças de gado já retiradas da reserva
ambiental pelos pecuaristas.
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