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22 de Julho de 2008 - 19h34 - Última modificação em 22 de Julho de 2008 - 19h36


Comissão vai decidir futuro de hidrelétricas que terão concessões vencidas em 2015

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O governo federal vai criar uma comissão para estudar o que fazer com as concessões de diversas usinas hidrelétricas, cujos contratos vencem a partir de 2015 e não podem mais ser renovados. O anúncio foi feito hoje (22) pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). 

Segundo ele, essa comissão também vai examinar as concessões para distribuidoras de energia e linhas de transmissão, que têm prazos a vencer a partir de 2015. “Estamos falando de problemas que vão surgir daqui a sete anos, mas os governos têm que planejar soluções a longo prazo”, disse o ministro.

Em março deste ano, Lobão havia dito que a decisão não precisaria ser tomada agora. “Por que tem que ser nesse governo, se o problema só vai surgir daqui a sete anos? Não estou dizendo que não vai haver [mudança na legislação], mas necessariamente não terá que haver este ano, poderá ficar para o próximo governo”, disse Lobão naquela oportunidade.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pelo menos 30 concessões de geração de energia vencem a partir de 2015 e não podem mais ser renovadas. Juntas, elas somam mais de 23 mil megawatts de potência. Entre elas estão as usinas hidrelétricas de Xingó, com potência de 3,1 mil megawatts; Ilha Solteira, com 3,5 mil megawatts; Estreito, com 1 mil megawatts; e Jupiá, com 1,5 mil megawatts.

Também vencem em 2015 nove contratos de transmissão de energia, que incluem vários empreendimentos, como linhas de transmissão e subestações. Mais de 40 contratos com distribuidoras de energia começam a vencer a partir de 2015.

A Lei 9.074, de 1995, diz que as concessões e permissões de serviços públicos têm validade de 30 anos, podendo ser renovada apenas uma vez, por mais 20 anos. Depois do término da concessão, os empreendimentos voltam para as mãos da União, que deverá licitar as usinas novamente.



 


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