Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
22 de Julho de 2008 - 11h51 - Última modificação em 22 de Julho de 2008 - 11h53


MST promove marcha no Rio Grande do Sul para cobrar assentamento de 2 mil famílias

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - Aproximadamente 750 pessoas, entre elas 150 crianças, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começam hoje (22) uma marcha pela reforma agrária no Rio Grande do Sul. Durante quatro dias de caminhada, os manifestantes vão percorrer cerca de 40 quilômetros do acampamento Jair da Costa, no município de Nova Santa Rita, em direção ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Alegre. 

Segundo Inês Rodrigues, uma das coordenadoras do MST no RS, o movimento pretende cobrar o cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado pelo Incra e pelo Ministério Público Federal há oito meses. Pelo acordo, o governo federal se comprometeria a assentar mil famílias até abril passado e outras mil famílias até o final deste ano. Mas, até o momento, de acordo com a coordenadora, menos de 40 famílias de agricultores foram assentadas no período.

Inês Rodrigues afirma também que o governo estadual não tem uma política de reforma agrária e que, ao contrário, “tem defendido os latifúndios usados para produção de eucalipto e soja”. Segundo ela, há mais de 2,5 mil famílias acampadas no Rio Grande do Sul e, nos últimos cinco anos, foram assentadas 850.

A coordenadora do MST gaúcho informou que a marcha deve percorrer hoje 16 quilômetros e chegar ao Incra até o final da semana. A caminhada, acrescentou Inês Rodrigues, pretende ainda denunciar a criminalização dos movimentos sociais pelo governo gaúcho, “que se usa métodos violentos da Brigada Militar para defender os interesses de empresas estrangeiras”.

Ontem (21), integrantes do MST ocuparam as sedes do Incra em sete estados: São Paulo, Ceará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Bahia e Goiás. As manifestações fazem parte da Jornada de Lutas por Reforma Agrária que cobra mais agilidade nos processos de desapropriação e assentamentos dos agricultores no país.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina