O anúncio feito por
políticos da região de que a retirada dos animais não
seria pacífica, o preço
alto do gado e o custo elevado do transporte foram os três fatores que influenciaram
no fracasso do segundo leilão do “boi pirata”, segundo avaliação feita hoje (22) pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama, transmitida em nota. Uma terceira
tentativa, para a venda de 3.046 bovinos já foi marcada para a próxima segunda-feira (28).
O
diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio
Montiel, garantiu, no entanto, que os compradores não devem se
preocupar com a ameaça dos políticos locais. “Toda a
segurança necessária à retirada dos animais será
dada ao ganhador do leilão", afirmou, na nota.
O
segundo leilão para a venda dos bois foi realizado ontem (21), uma
semana após o fracasso do primeiro leilão. Os animais foram
apreendidos na região de Terra do Meio, no Pará, e
fazem parte da Operação Boi Pirata, que começou
no início de junho. O preço de abertura de todos os
lotes somados, ontem, foi de R$ 3,1 milhões, cerca de R$ 800
mil a menos que no primeiro leilão.
O
preço mínimo para o próximo leilão será,
agora, reavaliado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama,
levando-se em conta, mais uma vez, gastos com o deslocamento do gado
da região, além do fato de já terem ocorrido dois
leilões sem um único lance.