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Brasília - Os subsídios
agrícolas concedidos pelos Estados Unidos não podem
passar de US$ 13 bilhões, como já consta do texto atual
das negociações da Rodada Doha. Essa é a
proposta apresentada pelo Brasil durante a reunião que a
Organização Mundial do Comércio (OMC) realiza
esta semana, em sua sede, em Genebra, com objetivo de destravar o
comércio global, informou hoje (22) a BBC Brasil.
“Poderíamos
iniciar negociações se eles chegarem ao nível
mais baixo contemplado. Dentro do politicamente viável, US$ 13
bilhões se aproxima do razoável”, afirmou o ministro
das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao deixar a sede
OMC, em Genebra, depois de um longo dia de reuniões.
Hoje, segundo a BBC
Brasil, a negociadora comercial americana, Susan Schwab, melhorou sua
oferta de corte da ajuda doméstica para US$ 15 bilhões
- a anterior era de US$ 17 bilhões -, mas Amorim recordou que
o G20 pedia um corte para US$ 12 bilhões.
Segundo o chanceler, a
reunião de hoje serviu para um intercâmbio de
explicações entre os diferentes negociadores. “Mostramos [aos
Estados Unidos] que a proposta é o mesmo que duas vezes o
que eles gastaram este ano e mais ou menos US$ 2,5 bilhões
mais que a média (dos subsídios concedidos) desde 2002,
incluindo 2008.” Ele comparou a
oferta de Schwab a uma jogada de futebol americano: “Eles lançaram
a bola, mas não suficientemente longe.”
No capítulo de
bens industriais, foi o Brasil quem deu explicações
sobre as limitações que enfrenta para fazer novas
concessões. “A cobrança é
nossa, de que as pessoas têm que entender o que a gente quer
dizer”, afirmou o chanceler. E a mensagem, segundo
ele, é clara: “Cláusula de anti-concentração
é uma má idéia”.
Essas cláusulas,
que os países mais ricos querem incluir no acordo, limitariam
o nível de flexibilidade com o qual os países em
desenvolvimento poderiam proteger determinados setores da indústria
na hora de aplicar os cortes de tarifas.
Para Amorim, a
intensidade do dia de reuniões é um bom sinal da
disposição geral para se chegar a uma conclusão.
“Alguns podiam ter ido embora, mas todo mundo continuou aqui
negociando”.
Os sócios da OMC
continuarão expondo suas dificuldades e possibilidades de
avanço na jornada de amanhã (23), que promete ganhar
novo fôlego com a chegada do ministro indiano de Comércio,
Kamal Nath.
Com informações da BBC Brasil
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