O Comitê de Política Monetária (Copom) define hoje (23) a taxa básica de juros, a Selic, no segundo dia de reunião que começa à tarde. Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano.
A reunião do Copom é realizada aproximadamente a cada 45 dias, em duas etapas. Ontem, participaram participaram da reunião a diretoria colegiada do Banco Central, seis chefes de departamentos do Banco Central, assessores e consultores, com apresentações técnicas sobre a conjuntura econômica e financeira. Hoje, na segunda etapa, participa somente a diretoria colegiada, formada pelo presidente e diretores. O presidente tem direito ao voto decisório em caso de empate na definição da taxa.
A reunião de
hoje começa com a análise das projeções de
inflação baseadas em diferentes hipóteses para
as principais variáveis macroeconômicas. Após
essa avaliação, os diretores de Política
Econômica e de Política Monetária apresentam
alternativas para a taxa de juros de curto prazo e fazem
recomendações acerca da política monetária.
Em seguida, os outros membros do Copom fazem
comentários e propostas. Para concluir, o comitê vota uma proposta final, buscando o consenso.
A Selic, usada pelo Banco Central para ajudar a controlar a inflação, é a taxa de juros média que incide sobre os financiamentos diários com prazo de um dia útil (overnight), lastreados por títulos públicos registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). Depois que o Copom estabelece a taxa Selic, cabe à mesa de operações do mercado aberto do Banco Central manter a taxa diária próxima à meta.
Os juros básicos são um instrumento de controle da inflação porque determinam o interesse por aplicações em títulos do governo. Se os juros são altos, o dinheiro dos bancos que iria para o consumo por meio da oferta de crédito vai para as aplicações, o que reduz a demanda por bens e serviços, diminuindo a inflação.