



|
Brasília - As novas medidas que pretendem estimular as gestantes a optar pelo parto normal são positivas, mas dependem de repasse de recursos e de um prazo maior para serem implementadas. Essa é a avaliação do secretário executivo do Conselho Nacional de
Secretarias Municipais de Saúde (Conasems),
José Ênio Servilha Duarte.
"A proposta do ministério é muito boa, mas
precisamos de mais repasse de recurso. O prazo de 180 dias que foi
estabelecido para essas mudanças não é
suficiente, uma vez que trata-se de um processo contínuo”, afirmou Duarte em entrevista à Agência Brasil.
Anunciadas ontem (22) pelo ministro da Saúde,
José Gomes Temporão, as medidas que entram em vigor a partir de
dezembro vão beneficiar a gestante que optar pelo parto
normal dando direito a um quarto específico para o
procedimento, com leito e banheiro. As regras valem para todas as maternidades do país.
Segundo
ele, “as novas medidas são
positivas, pois fazem parte de um projeto mais amplo que vem sendo
trabalhado há alguns anos pelo ministério e municípios,
que é melhorar o atendimento às mulheres e crianças”, explicou o secretário.
O secretário afirma que existem
regiões no país em que esse experimento já está
em andamento, entretanto ainda é numeroso o número de localidades, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que demandam mais atenção. “Algumas coisas que foram lançadas já
são feitas como maternidade com leito individual e estímulo
ao parto normal”, disse Duarte.
|
|