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Brasília - As
regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte e
Rio de Janeiro foram as que tiveram maior crescimento de empregos
formais no primeiro semestre de 2008 e também no mês de
junho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), divulgados hoje (23) pelo Ministério do Trabalho.
São Paulo criou 217 mil empregos formais no semestre e 40,5
mil, em junho. Isso significa um
crescimento de 4,26% no número de trabalhadores com carteira
assinada na região, nos últimos seis meses. Belo
Horizonte, a segunda do ranking, gerou 57 mil empregos no primeiro
semestre, um aumento de 4,85%.
Nas
posições seguintes, ficaram as metrópoles do
Rio de Janeiro, com 56,89 mil empregos no semestre (aumento de 2,68%);
Curitiba, com 34,9 mil (4,47%); Porto Alegre, com 29,2 mil (3,31%); Salvador, com 19,5 mil (3,05%); Fortaleza, com 14,6 mil (2,88%); Recife, com 7,37 mil (1,26%);
e Belém, com 6 mil empregos (2,36%).
Mas, para
o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o destaque é o
crescimento dos empregos nas cidades do interior do país. O
município de Campinas, em São Paulo, por exemplo, gerou 12 mil empregos no
último semestre.
Campinas foi o primeiro em geração do número de empregos no período, na avaliação
dos municípios do interior. A cidade ultrapassou Recife, oitava colocada no ranking das regiões metropolitanas.
Lupi
atribuiu a criação de empregos no interior à
infra-estrutura criada pelos investimentos do governo federal,
principalmente pelo Programa de Aceleração do
Crescimento(PAC). “O PAC está ajudando muito a escoar com
mais facilidade, investimento nos portos, investimento nas ferrovias,
investimento em hidrelétricas, tudo isso está gerando
emprego”, avaliou.
Na
opinião do ministro, existe uma tendência de crescimento no número de vagas no
interior do Brasil, devido a grande vocação agrícola
do país. “Isso [o crescimento de vagas no interior] é muito importante porque evita o
êxodo rural, inchaço das grandes metrópoles, cria
uma distribuição melhor da riqueza brasileira”,
afirmou.
A geração de empregos está mais concentrada no
Centro-Sul do país. No ranking das 50 cidades do interior que
mais geraram empregos formais no primeiro semestre, aparecem apenas
duas cidades do Nordeste. Petrolina (PE) ocupa o 12º lugar da pesquisa, com 6,6 mil empregos (18,44%). Mais abaixo,
na 38ª posição, está Juazeiro (BA), com 3,36
mil empregos (16,85%).
Petrolina, no entanto,
aparece em primeiro lugar no ranking de junho, com 5,3 mil empregos. No Caged de junho, estão presentes outras cinco cidades nordestinas:
Sobral-CE (13º lugar), Juazeiro (14º lugar), União-PI (42º lugar),
São Desidério-BA (43º lugar) e Mossoro-RN (47º lugar).
Segundo Lupi, a explicação para o crescimento do número de empregos tem
explicações distintas para cada parte do país. Ele ressaltou, ainda, que a falta de qualificação de
mão-de-obra é um fator problemático para a expansão
do mercado de trabalho. “Por isso, a gente está
trabalhando para realizar o maior número de convênios
com estados, municípios, e instituições, para
qualificar o trabalhador”, explicou.
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