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23 de Julho de 2008 - 20h05 - Última modificação em 24 de Julho de 2008 - 19h56


Greenpeace protesta contra licença ambiental para Angra 3

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Wilson Dias/ABr
Brasília - Integrantes do Greenpeace fazem protesto em frente ao Ministério do Meio Ambiente. O grupo é contrário à construção da Usina Nuclear Angra 3. A licença prévia para retomada das obras da usina foi concedida hoje (23) pelo Ibama
Brasília - Integrantes do Greenpeace fazem protesto em frente ao Ministério do Meio Ambiente. O grupo é contrário à construção da Usina Nuclear Angra 3. A licença prévia para retomada das obras da usina foi concedida hoje (23) pelo Ibama
Brasília - Ativistas do Greenpeace protestaram hoje (23) em frente ao Ministério do Meio Ambiente contra a concessão de licença ambiental prévia para a Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro, anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias.

Os manifestantes exibiam um quadro com a fotografia do presidente do Ibama identificado com o símbolo da radioatividade e com os dizeres “O Messias chegou e traz más notícias: Angra 3 aprovada”.

De acordo com o diretor da Campanha Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, a opção pela retomada do programa nuclear não é a opção mais recomendada e ambientalmente viável para o país. “A [energia] nuclear é pior, tanto em custos quanto em relação a benefícios sociais, de criação de empregos, e principalmente em relação a poluição ambiental”, compara.

Baitelo acredita que a exigência de projeto para disposição final dos rejeitos radioativos entre as condicionantes não será cumprida. “Eles pedem que no início dos projetos, que se encaminhe essa questão, mas a gente sabe que isso não vai ser resolvido, porque simplesmente não há uma solução definitiva para os resíduos tóxicos no Brasil”.

De acordo com o Greenpeace, a “solução” que o governo exige da Eletronuclear para os resíduos de Angra 3 “vem apresentando problemas graves na Europa”, em países como França e Alemanha.

“O país não precisa de energia nuclear, existe um potencial enorme, só no Nordeste temos 10 Itaipus em eólica. O Brasil desperdiça milhões por ano com desperdício de energia. Se o país cumprisse as metas do Procel [Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica] poderia evitar a necessidade de se construir usinas nucleares”, defendeu.


 


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