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Brasília - Crítico assíduo dos juros praticados no país, o presidente da República em exercício,
José Alencar, classificou de absurda a taxa básica de
juros (Selic), elevada ontem (24) para 13% ao ano.
“Essa
taxa é um absurdo, porque a rubrica mais pesada do orçamento
de despesas da União é justamente a relativa às
taxas com que rolamos nossa dívida. Isso não pode, está
errado. Tenho debatido muito contra isso”, disse Alencar, após
visitar a Olimpíada do Conhecimento, em Porto Alegre (RS).
O
Comitê de Política Monetária (Copom) reajustou a
Selic de 12,25% para 13% ao ano. A decisão foi tomada por
unanimidade e sem viés, conforme nota divulgada pelo Banco
Central ao final da reunião do Copom.
O argumento do comitê, formado por
diretores do Banco Central, para elevar a taxa é a necessidade
de conter o aumento do consumo interno e manter a inflação
o mais próximo possível do centro da meta de 4,5% ao
ano. É o terceiro aumento da taxa neste ano.
Diferentemente
do Copom, Alencar defende crescimento da oferta de bens como
mecanismo de combate à inflação. Segundo o
presidente, o aumento da taxa de juros inibe o investimento e, por
conseguinte, a produção para o mercado.
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