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24 de Julho de 2008 - 17h00 - Última modificação em 24 de Julho de 2008 - 17h00


Inflação é o pior inimigo do governo, admite Paulo Bernardo

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou  hoje (24), no Rio de Janeiro, que a inflação é o pior inimigo do governo. Para ele, a decisão de elevar a taxa básica de juros para 13% do Comitê de Política Monetária (Copom) é um sinal claro de que o governo e, principalmente o Banco Central (BC), “não estão para brincadeira com a inflação”.

O Copom é um colegiado formado pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, e pelos diretores de Política Monetária; Política Econômica; Estudos Especiais; Assuntos Internacionais; Normas e Organização do Sistema Financeiro; Fiscalização; Liquidações e Desestatização; e Administração.

Paulo Bernardo destacou, no entanto, que “ninguém está alarmado, achando que nós vamos perder o controle. Mas [a inflação] nos preocupa”, admitiu.

Segundo o ministro, o Copom deve ter avaliado que “uma pancada mais forte, hoje, pode encurtar o tempo de luta contra a inflação”. Paulo Bernardo lembrou que a orientação do presidente Lula é de que “nós devemos bater duro na inflação” e que estão sendo feitos ajustes no orçamento. O centro da meta da inflação, disse ele, continua em 4,5% para o próximo ano.

Paulo Bernardo comparou o Banco Central a um zagueiro de futebol, que “sai da área para matar a jogada”. O ministro mostrou-se também preocupado com a possibilidade de perda do crescimento econômico.

A luta contra a inflação, enfatizou o ministro, é “porque nós temos que preservar os instrumentos que ajudam a manter o investimento, a política industrial, a política agrícola e o financiamento para a produção de alimentos”. Segundo ele, o governo vai buscar dosar essas ações.

Indagado sobre o corte de gastos da União, Paulo Bernardo afirmou que o governo acabou de anunciar o aumento de 0,5 ponto percentual do superávit primário, o que significa R$ 14,2 bilhões a menos no orçamento. “E não pensem que é uma medida simples. Nós tivemos que enfrentar uma luta medonha dentro do governo para implantar os cortes”.

Ele acrescentou que os ministros de outras áreas se ressentem do fato de que “estamos restringindo e apertando o orçamento deles. Mas, nós estamos fazendo”, disse. Paulo Bernardo participou do Encontro de Notáveis, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB).







 


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