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Rio de Janeiro - O ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou hoje (24) que o governo
pretende efetuar mudanças na atual legislação e
no modelo em vigor no país para o setor de petróleo. “Queremos
mudar. Agora, qual vai ser a mudança é precipitado
dizer”, afirmou o ministro, durante encontro com empresários
no Rio de Janeiro.
A comissão que estuda alternativas para as
descobertas de petróleo na camada pré-sal, da qual
Paulo Bernardo faz parte, começa a se reunir na próxima
semana. A expectativa é ter uma proposta para encaminhamento à
Presidência da República no prazo de 90 dias.
Em reunião promovida pela Associação
de Dirigentes de Vendas e Marketings do Brasil (ADVB), o ministro
disse que haverá um aumento substancial na receita oriunda do
petróleo pré-sal, “porque as jazidas são muito
volumosas”. Segundo ele, o que precisa ser discutido é como
usar com sabedoria essa receita. “Vamos simplesmente gastar isso no
dia-a-dia, ou vamos fazer disso uma forma de financiar o futuro do
país?”, indagou.
De acordo com o ministro, o pré-sal ainda é
uma promessa, que está prestes a acontecer, e ainda não
se sabe o prazo em que esse petróleo poderá ser
explorado. Ele afirmou que o governo não quer exportar
petróleo cru, e sim transformá-lo no país e que
a meta é substituir as importações. “Isso
pressupõe um modelo de desenvolvimento que vai ser reforçado
com o pré-sal. Isso significa que vai ter que ter investimento
em formação de mão-de-obra, em educação.”
O debate sobre a necessidade de ajustar a
legislação sem alterar a Lei do Petróleo (Lei nº 9.478) para
essas novas tecnologias, como defendem alguns analistas, está
apenas começando, enfatizou Paulo Bernardo. Segundo ele, a
discussão começou no último dia 17, durante
reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Chegamos à conclusão de que, antes de fazer um
estudo bem detalhado da atual legislação, é
antecipar [informações] sem consistência.”
Sobre a possibilidade de criação de
uma nova estatal específica para administrar o pré-sal,
que concorreria com a Petrobras, o ministro do Planejamento disse que
é necessário definir antes se esse é o modelo
que o país deseja ter. “Nós ainda não temos
isso certo.”
Constituída por decreto presidencial no dia
17 deste mês, a comissão que estuda alternativas para as
descobertas de petróleo na camada pré-sal é
integrada por cinco ministros mais os presidentes do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social, da Petrobras e da
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis..
para
essas novas tecnologias, como defendem alguns analistas, está
apenas começando, enfatizou Paulo Bernardo. Segundo ele, a
discussão começou no último dia 17, durante
reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Chegamos à conclusão de que, antes de fazer um
estudo bem detalhado da atual legislação, é
antecipar [informações] sem consistência.”
Sobre a possibilidade de criação de
uma nova estatal específica para administrar o pré-sal,
que concorreria com a Petrobras, o ministro do Planejamento disse que
é necessário definir antes se esse é o modelo
que o país deseja ter. “Nós ainda não temos
isso certo.”
Constituída por decreto presidencial no dia
17 deste mês, a comissão que estuda alternativas para as
descobertas de petróleo na camada pré-sal é
integrada por cinco ministros mais os presidentes do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social, da Petrobras e da
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis..
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