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24 de Julho de 2008 - 18h54 - Última modificação em 24 de Julho de 2008 - 18h55


Administração da dívida pública está dentro da programação do Tesouro, diz coordenador

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O pagamento da dívida externa do país, que teve queda de 1,5% em junho sobre o mês de maio, está dentro da programação feita para o semestre, no início do ano, por meio do Programa Anual de Financiamento (PAF), estabelecido pelo Tesouro Nacional. A tendência, ao longo do ano, é de qie a administração da dívida priorize os papéis  pré-fixados, em detrimento dos pós-fixados, fugindo da vinculação à taxa anual de juros, a Selic, elevada ontem (24) de 12,25% para 13% pelo Banco Central.

Ao falar sobre o assunto, o coordenador da Dívida Pública Federal, Fernando Garrido, informou que até o final do ano deverá ser feito resgate líquido da dívida externa, sem precisar o percentual que vai reduzir a conta atual, apurada em junho em R$ 96,1 bilhões, equivalente a US$ 60,4 bilhões. Ele ressalva que o aumento da taxa de juros anual, no entanto, eleva percentualmente a dívida pública federal, no seu total, já que a apropriação de juros é feita diariamente, mas não tem reflexo imediato no processo de administração previsto pelo PAF. 

Até o final do ano, segundo ele, poderão ser emitidos novos títulos da dívida externa para vencimento em 10 anos e, dependendo das condições de mercado, também papéis com prazo de 30 anos. Garrido acredita que a programação de resgates para o segundo semestre deverá ocorrer como previsto na programação. O percentual da taxa de juros anual, de acordo com Garrido, não deverá ser significativo para a administração da dívida externa do país.

Neste ano, segundo o coordenador, foram resgatados R$ 31 bilhões em títulos da dívida externa e emitidos R$ 24 bilhões em títulos para resgate futuro. A Dívida Pública Interna aumentou em junho 0,62% em relação a maio, passando de R$ 1.239,6 bilhões  para R$ 1.247,3 bilhões.

No mês passado, os títulos  da Dívida Pública Federal (interna e externa) com vencimentos previsto para os próximos 12 meses caíram de 26,62% para 25,85% do montante total, em relação ao mês de maio. De forma isolada, a dívida interna com vencimento em 12 meses foi reduzida de 28,3% para 27,41% do total entre maio e junho.

Em relação à dívida externa, os vencimentos em 12 meses representam 5,6% do estoque total, sendo os títulos subscritos em dólar responsáveis por 70,74% do montante, de acordo com números divulgados hoje pelo Tesouro Nacional. Os vencimentos da dívida externa do país acima de cinco anos correspondem a 66,1% do volume total, segundo o relatório mensal hoje divulgado.



 


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