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24 de Julho de 2008 - 17h21 - Última modificação em 24 de Julho de 2008 - 17h21


Crescimento econômico abre espaço para aprovação da reforma tributária, diz ministro

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje (24) que o Brasil precisa aproveitar o atual momento de crescimento econômico para enfrentar alguns desafios, entre os quais a reforma tributária. “Temos uma carga tributária muito alta e injustamente distribuída”, disse ele, ao participar do Encontro de Notáveis, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, os governos anteriores não conseguiram promover a reforma tributária devido à falta de crescimento da economia e ao medo que tinham de perder receitas. Além disso, os empresários temiam que houvesse aumento ainda maior da carga de tributos.

“Hoje temos um quadro diferente. O Brasil está crescendo. A guerra fiscal chegou a um ponto que não dá mais para manter”, destacou Paulo Bernardo. Ele afirmou que existe disposição para realizar a reforma, além do entendimento de que é preciso baixar a carga tributária. “Precisamos simplificar”.

Para o ministro, o exemplo da Lei da Micro e Pequena Empresa foi bom porque levou o governo a simplificar e aumentou a arrecadação. Por isso, ele acredita que é possível fazer uma reforma tributária, simplificadora, que diminua impostos. “Ainda assim, os governos federal, estaduais e municipais vão arrecadar mais ainda, por causa do crescimento econômico. Acho que esse tem que ser o objetivo a perseguir.”

De acordo com Paulo Bernardo, a proposta de reforma tributária que está no Congresso Nacional tem mais apoio do que crítica. Por essa razão, esse projeto não pode ficar engavetado, disse ele. “Temos que falar, temos que pressionar, negociar. Acho que é perfeitamente possível votar na Câmara até setembro e até o fim do ano no Senado”.

Se a reforma for aprovada até 2010, representará um avanço, afirmou o ministro. “Não precisa valer para 2010. Podemos fazer uma reforma agora e aprovar no ano que vem para valer em 2014. Supera o medo dos políticos de perder a eleição. Joga para a frente, para 2014”. O que não pode, ressaltou Bernardo, é “ficar esperando a Polícia Federal fazer reforma política. Vai prender gente, vai dar todos esses escândalos. Nós temos que enfrentar isso e fazer.”





 


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