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24 de Julho de 2008 - 18h42 - Última modificação em 25 de Julho de 2008 - 11h20


Governo decide reduzir lance inicial para terceiro leilão do "boi pirata"

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Para facilitar o arremate das mais de 3 mil cabeças de gado apreendidas na Operação Boi Pirata, realizada em junho na Estação Ecológica da Terra do Meio, no Pará, o governo decidiu reduzir em cerca de 60% o valor do lance inicial do terceiro leilão, que será realizado segunda-feira (28). O novo valor, de  R$ 1,4 milhão, foi fixado depois de uma reavaliação do custo operacional de retirada do gado da área.

Nos dois primeiros leilões, não houve a procura esperada e nenhuma cabeça de gado foi vendida. No segundo leilão, aberto no último dia 21, o preço de todos os lotes somados foi de R$ 3,1 milhões, cerca de R$ 800 mil a menos que no primeiro leilão.

As informações são do diretor substituto de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) , Luciano de Meneses Evaristo.

Hoje (24), ele rebateu as críticas feitas pelo deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) de que o gado estaria confinado em más condições. Segundo Evaristo, houve dois casos de morte desde a apreensão - uma novilha que ingeriu ervas tóxicas e um garrote que quebrou uma das patas – mas “não há mortandade de animais”, conforme alegado pelo parlamentar.

O Ibama sustenta que o gado confinado na fazenda Lourilândia está em boas condições de saúde, pastando e com acesso à água, sob os cuidados de um vaqueiro, auxiliado por servidores do instituto e policiais, nas atividades de manejo. São exatamente 3.146 cabeças sob os cuidados da equipe.

“São totalmente infundadas as críticas, até porque as nossas equipes que estão na área não detectaram a presença do parlamentar lá para verificar a situação do rebanho. As fontes dele estão enganadas. O gado foi vacinado pouco antes da apreensão, recebe sal e é feito manejo de pasto com ele”, afirmou o diretor à Agência Brasil.

Evaristo vinculou a posição do deputado ao fato de ele apoiar pecuaristas que tiveram interesses contrariados pela ação fiscalizadora, que teve o objetivo de coibir a criação do gado em áreas de proteção ambiental.

“O conteúdo colocado pelo deputado reflete o pensamento de pecuaristas da área que, fatalmente, terão seus bois apreendidos por estarem com gado dentro de unidades federais de conservação. Temos ali dentro [na Estação Ecológica da Terra do Meio] ainda mais de 30 mil cabeças de gado. Vamos notificar todo mundo e retirar”, ressaltou. 

O Ibama admite apenas que o gado da Operação Boi Pirata tenha perdido peso, mas, segundo Evaristo, isso se deve a um processo natural decorrente da estiagem. O órgão também ressalta que a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepara) declarou que a região onde o gado se encontra é livre de febre aftosa.

Mais cedo, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, avaliou que a intenção do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), ao criticar a condição de confinamento dos bois, era estimular um boicote ao leilão.




 


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