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Rio de Janeiro - O presidente da Petrobras, José
Sergio Gabrielli, disse hoje (25) que está confiante em uma
solução satisfatória nas negociações
com os petroleiros, que ameaçam entrar em greve no dia 5 de
agosto, se não houver acordo na questão da
participação dos trabalhadores nos lucros e resultados
da companhia.
Em entrevista, Gabrielli informou
que a empresa busca sempre a negociação e o
entendimento, mas já está tomando precauções
diante da possibilidade de nova paralisação. A
primeira, na semana passada, foi iniciada por petroleiros do norte
fluminense e teve apoio da Federação Única dos
Petroleiros (FUP). “Estamos preparando nossas contingências
para a eventualidade do exercício de um direito legítimo
dos trabalhadores, que é o direito de greve.”
Gabrielli destacou, porém,
que a Petrobras não vai admitir perda do controle das áreas
operacionais. “Não podemos admitir perda das condições
de produção, nem admitir comportamentos fora dos
padrões aceitos formalmente dentro das áreas
operacionais da companhia. Esse é o nosso limite.”
O presidente da Petrobras disse que
não considera a greve inevitável e que é
possível encontrar uma solução negociada. “Mas,
se a greve ocorrer, nós estamos nos preparando também”,
ressaltou.
Ele descartou a necessidade de uma
importação adicional de petróleo, neste momento,
por causa da ameaça de greve. Os prejuízos causados
pela greve na semana passada “não são materiais”,
disse Gabrielli. Ele acrescentou que a queda da produção
em um dia foi de 63 mil barris, para uma produção de
1,5 milhão de barris diários.
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