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Rio de Janeiro - Representantes
dos órgãos oficiais de estatística da Argentina, Paraguai, Uruguai,
México e Brasil estão reunidos hoje (25), no Rio de Janeiro, para
discutir a harmonização de metodologias de pesquisa e definir os
modelos que serão utilizados pelos países a partir de agora.
De
acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, durante o encontro, que faz
parte de um programa de cooperação técnica entre essas nações, estão
sendo analisadas duas opções: a realização de censos para as áreas
demográfica, econômica e agropecuária ou o levantamento por meio de
amostragem. Nunes acredita que a segunda alternativa requer menos
recursos e permite uma visualização melhor do desenvolvimento do país.
“Quando
são realizados censos, as informações são mais rarefeitas nos anos em
que eles não são feitos. No caso das amostras, é possível visualizar e
acompanhar a evolução econômica. Além disso, é mais barato. No Brasil,
por exemplo, temos 5 milhões de empresas. Se fizermos um censo,
vamos demorar muito para fechar os resultados. Enquanto por amostragem,
visitamos por ano 200 mil empresas e todo ano podemos fazer isso [para
atualizar os dados]”, explicou.
Para
o presidente do IBGE, encontros como o de hoje, que acontecem
periodicamente, são fundamentais para garantir que as atividades
estatísticas avancem nesses países, por meio da troca de experiências.
“Vamos
discutir para entender as diferenças entre os dois modelos, quais as
vantagens e desvantagens de cada um e tomar decisões importantes para a
próxima década”, avaliou.
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