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Brasília - O Ministério Público Federal no
Distrito Federal (MPF/DF) ajuizou uma ação civil
pública em que pede abertura de processo por improbidade
administrativa contra o ex-presidente do Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama),
Marcus Barros, que emitiu em março de 2007 licença
ambiental de instalação para as obras de transposição
do Rio São Francisco.
O procurador da República Francisco
Guilherme Bastos, responsável pela ação, aponta
como irregularidade cometida por Barros a emissão da licença
sem a análise dos projetos executivos – exigência
prevista em decreto presidencial sobre a Política Nacional do
Meio Ambiente - e sem a realização de novas audiências
públicas. As audiências tinham sido recomendadas em
despacho do então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Sepúlveda Pertence de fevereiro de 2007.
O MPF classifica a concessão da licença
como “açodada” e “ilegal”. Assim, pede a condenação
do ex-presidente do Ibama ao pagamento de multa, à perda da
função pública, à suspensão dos
direitos políticos de três a cinco anos e à
proibição de contratar com o Poder Público ou
receber benefícios fiscais ou creditícios por cinco
anos. A ação será julgada pela 20ª Vara da Justiça Federal no DF.
Atualmente, Marcus Barros é secretário
de governo da prefeitura de Manaus (AM). A reportagem entrou em contato
com assessoria de Barros, que não deu retorno sobre o pedido
de entrevista.
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