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Rio de Janeiro - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral,
considerou gravíssimo o episódio em que traficantes armados ameaçaram
jornalistas que cobriam a campanha que o candidato à prefeitura do Rio,
Marcelo Crivella, fazia ontem (26), na comunidade Vila Cruzeiro, zona norte
da cidade.
Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do
governo do estado, Cabral afirmou que fatos como esse “tornam evidente a
necessidade de combater sem tréguas a criminalidade”. O governador registrou também que “o direito de ir e vir de quaisquer candidatos e da
imprensa é sagrado”.
Cabral disse, ainda, que as ações do estado
“visam justamente a acabar com áreas em que criminosos se acham donos
das comunidades” e defendeu que o poder estatal seja a referência para
as comunidades e não os bandidos. Para ele, é preciso que o combate ao crime no Rio seja
“incessante e firme”, com o objetivo de garantir o processo democrático
e a livre circulação de toda a população.
“Toda vez que o livre jornalismo é impedido de atuar
é sinal de um Estado de Exceção. Portanto, garantir segurança aos
cidadãos é, em última análise, garantir o Estado Democrático de Direito”, concluiu.
Também por meio de nota, a secretaria de Segurança
Pública do Rio considerou o episódio uma “afronta ao Estado de Direito
e à sociedade organizada”.
“Um dos princípios da política de segurança adotada
desde o início de 2007 é o de recuperar áreas carentes sob domínio de
traficantes de drogas. É público e notório que a Vila Cruzeiro é uma
das áreas a serem reconquistadas”.
A assessoria de imprensa de Marcelo Crivella informou
que as ameaças foram praticadas quando um grupo de repórteres e
fotógrafos dos jornais "O Globo", "Jornal do Brasil" e "O Dia", além de
um assessor do candidato, distanciou-se do político. Homens com os
rostos cobertos insistiram para que as equipes não fotografassem
Crivella cumprimentando moradores, em uma praça da comunidade.
Em
seguida, os supostos traficantes mandaram que as fotos fossem apagadas.
Uma moto com outros dois homens, um deles armado com um fuzil, também
se aproximou, para intimidar os repórteres.
Ainda de acordo com a assessoria do candidato,
ele próprio não presenciou o incidente. Há uma semana, a ex-deputada Jandira
Feghali (PC do B), também candidata à prefeitura do Rio, teve que passar por entre homens armados com fuzis quando fazia campanha no Buraco Quente, zona norte da
cidade.
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