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27 de Julho de 2008 - 15h28 - Última modificação em 27 de Julho de 2008 - 15h42


Brasileiros reclamam de serviço de companhia aérea argentina

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - As principais reclamações dos passageiros que estavam na Argentina e esperaram até 27 horas para embarcar de volta para o Rio de Janeiro foram a precariedade no serviço prestado pela companhia Aerolineas Argentinas e a falta de informações.

O bancário Fábio Gabriel Ferreira, que estava no primeiro vôo a chegar hoje (27) ao Aeroporto Tom Jobim, disse que os funcionários da companhia não davam explicações precisas sobre os atrasos.

"Ninguém explicava direito. Uma hora diziam que faltava combustível para o avião. Outra hora, que a companhia estava entrando em greve. De repente, hoje de manhã, apareceu um avião e a gente conseguiu embarcar”, disse.

Ele deveria ter saído de Buenos Aires às 9h50 da manhã de ontem (26), mas só conseguiu embarcar às 9h30 de hoje. Já a estudante Natália Afonso, de 14 anos, desembarcou chorando e disse que os funcionários da companhia aérea desapareceram.
O vôo dela deixaria Bariloche às 8h50 da manhã de ontem, mas só saiu do aeroporto da estação de esqui argentina às 20h30 do mesmo dia. Bariloche fica a 1,6 mil quilômetros da capital do país.

Apesar do vôo estar programado para vir direto para o Rio de Janeiro, houve uma parada em Buenos Aires, de onde só conseguiu sair às 8h55 de hoje. “Ficamos sem saber de nada. Eles [os funcionários da empresa aérea] simplesmente fecharam tudo, sumiram e desligaram os telefones. Tentei ligar várias vezes para a empresa e não consegui”, afirmou.

O descaso com os passageiros também foi uma reclamação da guia turística Sandra Cavalcante, que acompanhava um grupo de 40 adolescentes, em Bariloche. Segundo ela, sete pessoas tiveram que ficar em Buenos Aires, porque a aeronave que os traria de volta ao Brasil era menor do que a que os levara de Bariloche à capital argentina.

Ainda de acordo com Sandra, alguns passageiros tiveram suas malas extraviadas. “O descaso foi total. Nos informaram que as malas devem ter embarcado em um vôo posterior, mas passamos por muito sufoco”, contou.



 


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