Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
27 de Julho de 2008 - 12h34 - Última modificação em 27 de Julho de 2008 - 12h54


Casa de artista autodidata é atração à parte em encontro na Chapada dos Veadeiros

Morillo Carvalho
Enviado especial

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Roosewelt Pinheiro/ABr
Alto Paraíso de Goiás (GO) - O artista plástico Moacir Soares participa do 8º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que faz a população do vilarejo de São Jorge ficar dez vezes maior
Alto Paraíso de Goiás (GO) - O artista plástico Moacir Soares participa do 8º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que faz a população do vilarejo de São Jorge ficar dez vezes maior
Alto Paraíso de Goiás (GO) - Ele é uma atração à parte no 8º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, evento que ocorre no povoado de São Jorge até o dia 2 de agosto. Sua casa chama atenção. Logo à entrada do pequeno vilarejo, afastado cerca de 40 km do município de Alto Paraíso de Goiás (GO), a casa de Moacir Soares tem nas paredes as marcas da intervenção colorida do artista.

Cerca de 5 mil pessoas passarão pelo povoado nos 15 dias do encontro e a casa de Moacir não pára de receber visitantes, curiosos por conhecer sua obra.

Chamado de "artista do Cerrado", Moacir tem 45 anos de idade e nunca saiu do povoado. A arte que desenvolve é semelhante à naiff, aquela cujas obras parecem ter sido desenhadas por crianças, mas ele nunca freqüentou escola alguma.

Na verdade, Moacir mal fala, pois é na arte que encontrou a melhor forma de se expressar. Para conseguir entender um pouco sobre o artista, é preciso conversar com sua mãe, dona Maria Apolinário.

“Ele desenha desde antes dos 7 anos completos. Começou do nada, e ficava bravo porque eu não tinha condições de comprar os materiais pra ele”, conta Maria.

A mãe do artista mudou-se para São Jorge em busca de emprego no garimpo “há muito tempo”, tanto, que nem se lembra há quanto. Aliás, moradores mais antigos como ela contam que foi desta forma que chegaram os primeiros habitantes do local, no início do século passado. Cravado na Chapada dos Veadeiros, São Jorge fica numa região rica em cristais.

“Desde pequeno ele é desse jeito”, conta dona Maria, questionada sobre a dificuldade de expressão do filho. Segundo o site da Casa de Cultura de São Jorge, que é o ponto de cultura responsável por organizar o Encontro de Culturas Tradicionais, Moacir evitava o convívio social quando criança e, por isso, as pessoas o consideravam louco (esquizofrênico). No entanto, ele já foi submetido a vários exames que constataram sua sanidade.

Pela casa de Moacir (que mais parece um ateliê), as obras ficam espalhadas por todos os cantos. Ele produz telas, cartazes, painéis e pinta as paredes de casa – as de dentro e as de fora.

O forte apelo sexual de parte de suas obras tem explicação também ali. Fotografias de mulheres nuas espalham-se pelos poucos móveis. Além da temática erótica, ele também passeia pelo sagrado e o profano, com representações de Nossa Senhora Aparecida e do diabo, por vezes na mesma obra.

Na página da internet da Casa de Cultura, é possível acessar uma galeria de fotos com as obras de Moacir. Para vê-la, clique aqui.


 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina