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28 de Julho de 2008 - 20h08 - Última modificação em 28 de Julho de 2008 - 20h08


Passageiros vindos da Argentina demoram até dois dias para chegar ao Rio

Da Agência Brasil


 
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Rio de Janeiro - Depois de esperarem, desde sábado (26), por um vôo da companhia Aerolineas Argentinas para voltar ao Brasil, Magno Aragão, a mulher, Ana Paula, e os três filhos do casal desembarcaram hoje (28) à tarde no Aeroporto Internacional Tom Jobim. A família teve que pagar as despesas de hospedagem.

Magno e Ana Paula disseram que a situação está um caos na Argentina e criticaram a empresa de aviação.  "Tinha muito gente dormindo nos aeroportos de Bariloche e até no de Buenos Aires. Na verdade, nós só estamos aqui porque negociamos a volta. Eu disse que abriria mão de hotel e de tíquete de alimentação. Aí, eles me colocaram no vôo, mas quem não tem condição, vai passar um aperto lá", contou Magno.

Caótica também foi a palavra usada pela estudante Cristina Pinheiro para descrever a situação em Buenos Aires. Cristina estava com passagem marcada há mais de três meses para a noite do último domingo (27), mas só conseguiu embarcar na tarde de hoje.

A empresária argentina Monica Falfani tinha passagem marcada para um vôo que sairia às 6 horas de Buenos Aires, mas foi adiado três vezes. Apenas às 13 horas os passageiros embarcaram. Segundo a empresária, no aeroporto havia pessoas que tentavam embarcar há cerca de três dias. Ela disse que já está preocupada com a volta, marcada para o início de agosto.

"O aeroporto estava cheio de turistas internacionais, em plenas férias de inverno. Estávamos todos na mesma situação, alguns piores, há três dias indo e vindo. É um caos. Fazia anos que não viajava na Aerolineas, porque é um desastre, mas não consegui vôo na TAM. Isto é uma falta de respeito total. Agora estamos vendo se a empresa será reestatizada, para pelo menos respeitar o passageiro", afirmou a empresária.

Os problemas com as saídas de vôos da Aerolineas vindos da Argentina começaram no último sábado e também provocaram reflexos nos que saíam do Brasil para aquele país. No sábado e no domingo, passageiros que iam para Buenos Aires e Bariloche também aguardaram várias horas no Aeroporto Tom Jobim.

Hoje ainda era possível sentir os reflexos de tantos atrasos e adiamentos. O vôo 1255, do Rio de Janeiro para Buenos Aires, por exemplo, estava marcado para as 13 horas de hoje e só partiu às 16 horas, depois de duas remarcações de horário.






 


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