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Rio de Janeiro - Depois
de esperarem, desde sábado (26), por um vôo da companhia
Aerolineas Argentinas para voltar ao Brasil, Magno
Aragão, a mulher, Ana Paula, e os três filhos do casal
desembarcaram hoje (28) à tarde no Aeroporto Internacional
Tom Jobim. A família teve que pagar as despesas de hospedagem.
Magno e Ana Paula disseram que a situação está
um caos na Argentina e criticaram a empresa de aviação.
"Tinha muito gente dormindo nos aeroportos de
Bariloche e até no de Buenos Aires. Na verdade, nós só
estamos aqui porque negociamos a volta. Eu disse que abriria mão
de hotel e de tíquete
de alimentação. Aí, eles me colocaram no vôo,
mas quem não tem condição, vai passar um aperto
lá", contou Magno.
Caótica também
foi a palavra usada pela estudante Cristina Pinheiro para descrever a
situação em Buenos Aires. Cristina estava com passagem
marcada há mais de três meses para a noite do último
domingo (27), mas só conseguiu embarcar na tarde de hoje.
A empresária
argentina Monica Falfani tinha passagem marcada para um vôo que
sairia às 6 horas de Buenos Aires, mas foi adiado três
vezes. Apenas às 13 horas os passageiros embarcaram. Segundo a
empresária, no aeroporto havia pessoas que tentavam embarcar
há cerca de três dias. Ela disse que já está
preocupada com a volta, marcada para o início de agosto.
"O
aeroporto estava cheio de turistas internacionais, em plenas férias
de inverno. Estávamos todos na mesma situação,
alguns piores, há três dias indo e vindo. É um
caos. Fazia anos que não viajava na Aerolineas, porque é
um desastre, mas não consegui vôo na TAM. Isto é
uma falta de respeito total. Agora estamos vendo se a empresa será
reestatizada, para pelo menos respeitar o passageiro", afirmou a
empresária.
Os problemas com as saídas de vôos da
Aerolineas vindos da Argentina começaram no último
sábado e também provocaram reflexos nos que saíam
do Brasil para aquele país. No sábado e no domingo,
passageiros que iam para Buenos Aires e Bariloche também
aguardaram várias horas no Aeroporto Tom Jobim.
Hoje ainda era possível sentir os reflexos
de tantos atrasos e adiamentos. O vôo 1255, do Rio de Janeiro
para Buenos Aires, por exemplo, estava marcado para as 13 horas de
hoje e só partiu às 16 horas, depois de duas
remarcações de horário.
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