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28 de Julho de 2008 - 14h10 - Última modificação em 28 de Julho de 2008 - 14h10


Projeto vai oferecer cursos profissionalizantes a jovens de baixa renda do Rio

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Cerca de 4, 5 mil jovens com idade entre 16 e 24 anos, moradores de comunidades carentes do Rio de Janeiro, receberão qualificação em diversas áreas. Eles vão participar de cursos profissionalizantes que incluem aulas de informática, de cidadania e segurança alimentar com duração de um ano. De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que participou do lançamento do projeto hoje (28), no Rio de Janeiro, o objetivo é "abrir as portas de empregos" para essa parcela da população.

"Esse projeto vai dar cidadania. O Rio de Janeiro está tendo um crescimento muito grande em termos de geração de emprego e nós precisamos preparar esses jovens para essas vagas", explicou. Enquanto participam dos cursos, os alunos recebem uma bolsa de R$ 600, dividida em cinco parcelas de R$ 120. O Ministério do Trabalho vai investir na realização do projeto, que faz parte do Consórcio Social da Juventude, R$ 10 milhões.

Para realizar as oficinas, o ministério conta com a parceria de instituições de ensino escolhidas por meio de licitação pública. Cada uma organiza as aulas e seleciona os jovens moradores de comunidades carentes em seu entorno. Segundo Lupi, ao término dos cursos, os alunos poderão ser encaminhados a vagas de emprego em empresas que demonstrarem interesse em contratá-los. A expectativa do ministério é inserir, pelo menos, 1.350 jovens no mercado de trabalho.

"Em vez de aguardar que esses adolescentes sejam cooptados pelo crime organizado, eles estão recebendo oportunidade de educação, trabalho, cidadania, informação, que é o que dá a cada um auto-estima e cidadania", disse, durante o evento.

A estudante Juliana Florentino, de 23 anos, inscrita na oficina de hotelaria, acredita que com a capacitação vai ser mais fácil conseguir um emprego formal. "Estou me qualificando porque eu quero muito um emprego com carteira assinada, o que eu nunca tive."

Já o estudante William Lima, de 16 anos, espera aproveitar a vocação do Rio de Janeiro para o carnaval e garantir um emprego no próximo ano. Ele vai participar do curso de carnavalesco e alegoria. "Pretendo me tornar um excelente carnavalesco para trabalhar em várias escolas e ser alguém no futuro. Sem qualificação é um horror."




 


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