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Brasília - A Receita Federal admitiu que já tem pronta
uma instrução normativa para acabar com a Declaração
de Isento e com isso evitar transtornos e custos desnecessários,
principalmente para o cidadão de baixa renda que todos os anos
tem que prestar contas ao Fisco. A viabilidade técnica da medida ainda está sendo analisada pelo secretário da Receita, Jorge Rachid, e deve ser
divulgada em breve.
O fim da declaração de
Isento vem sendo debatido em reuniões técnicas há
algum tempo e ficou mais evidente a partir da unificação
das Receita Federal e Previdenciária quando a base de dados
dos dois órgãos permitiu melhor analise da situação
dos contribuintes, segundo fontes da Receita.
Mas essa não é a única
base de dados que permite atualmente à Receita Federal
identificar os isentos do país. A Receita pode usar dados do
Cadastro Nacional de Informações Sociais, que contém
informações relativas ao período compreendido
entre 1994 e 2008 de trabalhadores empregados e contribuintes
individuais, empregadores, vínculos empregatícios e
remunerações.
A Receita monitora ainda a
movimentação financeira acima de R$ 5 mil das pessoas
físicas e acima de R$ 10 mil das pessoas jurídicas, as
compras de imóveis, as transações com cartão
de crédito e declaração de rendimentos dos
empregados fornecida anualmente pelos patrões.
Segundo as informações
da Receita, existe interesse em unificar os
bancos de dados do governo para facilitar a vida dos cidadãos.
Embora já tenha ocorrido uma grande evolução,
como no caso da Receita Federal, é preciso que todos os
sistemas informatizados “conversem entre si”, além de
permitir a interação dos diversos sistemas de
gerenciamento de banco de dados. A questão, segundo um dos
técnicos da Receita ouvidos, esbarra no custo que isso
acarreta, mas é uma tendência dentro do governo.
Tecnicamente, segundo os técnicos
da Receita e da Previdência, nada impede que o governo veja no
Cadastro Nacional de Informações Sociais a
possibilidade de agregar informações e transformar o
cadastro numa espécie de “Social Security”, o cadastro da
previdência social dos Estados Unidos, que possibilita ao
cidadão obter emprego legalmente e outros serviços do
governo.
O ministro da Previdência
Social, José Pimentel, já anunciou que quer integrar ao
cadastro os registros de identidade civil. A
medida irá permitir aumentar a segurança e a qualidade
do Cadastro Nacional de Informações Sociais, que
registra 430 milhões de vínculos empregatícios
de pessoas físicas e 26 milhões de registros de
empresas de todo o país, segundo informou a Datraprev, a
empresa de tecnologia da informação da Previdência
Social.
No ano passado, segundo a Dataprev
foram feitos testes em conjunto com a Polícia Federal adotando
técnicas de identificação biométricas
(como impressões digitais ou a íris) em caráter
experimental com 1.500 segurados de Curitiba, São Paulo e
Brasília, com base no Cadastro Nacional de Informações
Sociais e nos registros de identidade civil.
Inicialmente,
a meta do Ministro José Pimentel, da Previdência,
segundo a assessoria da Dataprev é a inclusão
previdenciária, a melhoria dos serviços oferecidos aos
segurados, a inclusão dos microempreendedores no sistema
previdenciário entre outras coisas além de combater às
fraudes, a falsificação e sonegação.
No caso da Receita Federal, a
utilização de base de dados como as do CNIS já
permite tecnicamente que o Fisco possa identificar através da
tecnologia da informação que são os mais de 65
milhões de brasileiros com renda anual até R$ 15.764,28
classificados como isentos. Ou seja, aproximadamente os 35% da
população brasileira que enviaram informações
através da internet ou tiveram que se descolar até
lotéricas, correspondentes bancários e Caixa Econômica
Federal e Banco do Brasil podem ficar tranqüilos que a Receita
já tem estudos para saber quem são eles.
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