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Brasília - Os juros cobrados pelo
uso do cheque especial continuam em alta. Em junho chegaram a 159,1% ao
ano, a maior taxa desde agosto de 2003 (163,9%). Em maio, a taxa havia
sido de 157,1% ao ano. O aumento foi de 21
pontos percentuais no ano e 19,4 pontos percentuais em 12 meses.
A taxa média de
juros (pessoas físicas e jurídicas) passou de 37,6% ao
ano, em maio, para 38% ao ano em junho. Nos 12 meses
fechados em junho, a taxa média subiu 1,3%. No ano, a alta é de 4,2%.
No caso das operações
destinadas apenas a pessoas físicas, a taxa média passou de 47,4% em
maio para 49,1% ao ano no mês passado a maior desde março de 2007, que
foi de 49,9% . A
taxa média de juros anuais para empresas (pessoa jurídica)
foi de 26,6% em junho, menor do que os 26,9% de maio. O volume de crédito
do Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 1,067 trilhão em junho, o que equivale a 36,5% da soma de bens e serviços
produzidos no país, o Produto Interno Bruto (PIB).
No mês
anterior, esse percentual havia sido de 36,3%. Em junho do ano passado, o volume de crédito foi de R$ 799,91 bilhões, ou 32% do PIB. Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Banco
Central.
A inadimplência
geral, considerados atrasos superiores a 90 dias, chegou a 4%, contra
4,3% de maio. Para as pessoas jurídicas, a indadimplência ficou em
1,7%, contra 1,8% de maio. Para as pessoas físicas caiu de 7,4% para 7%.
Os consumidores também estão pagando mais pelo crédito pessoal, que inclui operações com desconto em folha de
pagamento. A taxa de juros passou de 48,4% em maio para 51,4% em junho. No ano o aumento foi de 5,6 pontos percentuais e em 12 meses, 0,3 ponto percentual.
Na aquisição
de veículos, a taxa subiu de 30,6% para 31,1% ao ano. A alta no ano foi 2,3 ponto percentual e em 12 meses 1,7 ponto percentual. O spread, diferença
entre o que os bancos pagam nos investimentos (captação)
e o que cobram na concessão do empréstimo
(financiamentos) ficou em 13,9 pontos percentuais para empresas, 34,7
pontos percentuais para pessoas físicas e 24,5 pontos
percentuais no total, o mesmo resultado do mês de maio. Boa parte do lucro dos bancos vem do spread. Em 12 meses encerrados em junho, o spread para as empresas e para as famílias subiu 1,3% e no total foi registrada redução de 1,3%. O
prazo médio dos financiamentos para as empresas chegou a 303 dias corridos em junho, contra 298 dias corridos de maio. Para as famílias, o
prazo médio passou de 456 para 467 dias corridos.
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