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Brasília - O
presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto,
classificou como um “equívoco” as críticas ao
projeto que prevê a inviolabilidade dos escritórios de
advocacia. A proposta aguarda sanção presidencial e
proíbe essas empresas de serem alvo de busca e
apreensão, mesmo que por
ordem judicial, além do uso de documentos e objetos de
clientes, do advogado investigado, pela Justiça.
Para
Cezar Britto, as críticas de que a inviolabilidade dos
escritórios se daria de maneira irrestrita, mesmo que haja
indícios de cumplicidade do advogado com o crime, são
equivocadas. “O que a lei garante é o direito de defesa,
evitando que o advogado seja previamente visto e tratado como
infrator por garantir ao cliente um direito humano elementar [o da defesa]”, rebateu por meio de nota.
“Permitir,
como vem ocorrendo de maneira sistemática, que o
Estado-Polícia, o Estado-Ministério Público e o
Estado-Juiz espionem, vasculhem, invadam e destruam a defesa, sem que
haja os indícios [de crime], é fortalecer a
lógica autoritária, revogada há 20 anos pela
Constituição Federal”, completou.
A
lei altera artigo do Estatuto da Advocacia e considera invioláveis,
além do escritório, o material de trabalho, como
computadores, telefones, arquivos, anotações e objetos
que contenham informações sobre clientes. A
inviolabilidade dos escritórios só poderá ser
quebrada se houver indícios de autoria e materialidade da
pática de crime. Nesse caso, a Justiça deverá
expedir mandado de busca e apreensão específico e detalhado, que deverá ser cumprido na presença de
um representante da OAB.
Esse
projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional e encaminhado ao Palácio
do Planalto na terça-feira (22). O presidente tem 15 dias para
decidir se veta ou sanciona o texto.
Ontem (28),
ministros que participaram da reunião política no
Palácio do Planalto avaliaram que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva deverá vetar a proposta.
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