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29 de Julho de 2008 - 20h21 - Última modificação em 29 de Julho de 2008 - 20h21


Sindicalista afirma que greve em aeroportos administrados pela Infraero é inevitável

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Faltando poucas horas para o início da greve que deverá atingir 12 dos 67 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, confirmou à Agência Brasil que a paralisação é inevitável.

Segundo Lemos, até às 19h30 de hoje (29), a diretoria da estatal ainda não havia apresentado uma proposta que atendesse às reivindicações dos servidores. “Continuamos esperando uma proposta da empresa. Defendemos que chegando uma proposta, convocaremos novas assembléias e submeteremos a proposta à deliberação da categoria. Mas quatro horas é um período muito pequeno para conseguirmos uma desmobilização em um país grande como o Brasil”.

A expectativa do sindicato é de que pelo menos 70% dos servidores dos 12 aeroportos deixem de trabalhar a partir dos primeiros minutos de amanhã (30). Com isso, serão afetados serviços como a operação de equipamentos de raio-X nos aeroportos, a fiscalização de bagagens no embarque e desembarque, o controle do movimento de aeronaves na pista e a liberação e manobra de cargas.

“Desde sexta-feira nós estamos panfletando nos principais aeroportos um texto dando uma satisfação aos usuários e alertando-os de que a situação caminharia para isso”, afirma Lemos.

Procurada pela reportagem, a assessoria da estatal afirmou apenas que as negociações continuavam.

Lemos confirmou ter recebido um telefonema do próprio presidente da empresa, Sérgio Gaudenzi. “Ele nos disse que iria encaminhar uma proposta. Eu então assegurei a ele que, assim que a recebesse, garantiria que ela fosse submetida às assembléias logo nas primeiras horas do dia 30. No entanto, até o momento nós não a recebemos e o presidente da empresa não chegou a adiantar nada. Disse apenas que houve um avanço e que analisássemos com cuidado”.

De acordo com o sindicalista, mesmo em greve, os servidores irão comparecer aos seus locais de trabalho e poderão ser mobilizados e consultados sobre uma possível proposta da Infraero.

“Só que leva um tempo para que conversemos com os dirigentes de todos os aeroportos e para que eles consigam obter todas as informações necessárias para esclarecer as dúvidas da categoria, que só então estará pronta para deliberar, recusar ou aprovar qualquer iniciativa.”

Os servidores reivindicam 6% de reajuste salarial; 5,2% de aumento real; concessão de duas promoções à partir de agosto deste ano; vale-alimentação de R$ 25; a implementação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários até abril de 2009 e a manutenção de cláusulas sociais e financeiras do atual acordo coletivo.

Por meio de nota divulgada há pouco, o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, procurou tranqüilizar os usuários. “Concluímos mais uma etapa e não restam mais pendências”, afirma a nota, sem esclarecer a que etapa se refere.

“Quero tranqüilizar os passageiros que utilizam os aeroportos administrados pela Infraero e lembrar que a empresa está preparada para operacionalizar plenamente os aeroportos. Todas as providências nesse sentido já foram adotadas”, afirma Gaudenzi.

 


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