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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva assinou hoje (29), em Salvador, uma
medida provisória que transforma a Secretaria Especial de
Aqüicultura e Pesca (Seap) em ministério. A assinatura
foi durante o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento
da Pesca e Aqüicultura. A MP será publicada amanhã
(29) no Diário Oficial da União.
O presidente Lula disse
que o novo ministério terá estrutura maior, mais
funcionários e até poderá instalar
superintendências nos estados para “definir a pesca
corretamente”.
O presidente definiu
como uma “vergonha” o Brasil produzir apenas um milhão de
toneladas de pescado por ano, sendo que países com costas
litorâneas menores, como o Peru, que tem uma produção
de nove milhões de toneladas.
“É preciso
pensar, elaborar, executar melhor isso. As pessoas [pescadores]
não podem viver mais nesse abandono”, disse Lula.
De acordo com a Seap, o ministério terá um orçamento maior e um quadro de pessoal próprio. Hoje, o órgão tem
200 funcionários, a maioria cedidos ou terceirizados. Já foi autorizada a
contratação de 200 técnicos temporários, assim, o novo ministério
terá, pelo menos, 400 funcionários.
A assessoria da seap não informou em quanto deve
aumentar o orçamento, que hoje é de R$ 200 milhões.
O ministério será responsável por toda a administração da cadeia
produtiva do pescado, o que representará compartilhar, por exemplo, a
tarefa de ordenar a pesca (definir quantidade por espécie, época em que
a atividade pode ser realizada) com o Ministério do Meio Ambiente.
O ministro da Aqüicultura e Pesca, Altemir
Gregolin, antecipou que o governo liberará R$ 1,750 bilhão
para o plano nacional até 2011, montante cinco vezes superior
ao liberado há quatro anos.
Com o plano nacional, a
meta é aumentar até 2011 a produção de
pescado no país em 40%, passando de um milhão de
toneladas para 1,4 milhão de toneladas anuais, sendo que 25%
virão da pesca e 75% da produção em cativeiro,
de acordo com Gregolin.
Para atingir essas
metas, as propostas do governo são a construção
de 20 terminais pesqueiros públicos, de 120 centros integrados
de pesca artesanal, com estruturas para a instalação de
fábricas de gelo para armazenamento, o cultivo em cativeiro em
40 reservatórios de águas da União e linhas de
crédito no valor de R$ 1,5 bilhão para modernização
dos navios pesqueiros.
O plano prevê
ainda medidas de estímulo para que o brasileiro coma mais
peixe, como a capacitação de merendeiras para
incentivarem as crianças a comerem mais pescados.
O governo quer
incrementar o consumo de sete quilos anuais de peixe por habitante
para nove quilos.
“Queremos transformar
o peixe no frango das águas do nosso Brasil, em termos de
rentabilidade”, disse o ministro.
O plano deve gerar um
milhão de empregos, segundo a Seap.
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