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Brasília - O endividamento da
população não preocupa o governo, mas sim o
descontrole das famílias, de acordo com a avaliação
do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo
Bernardo. Segundo ele, a posição oficial é continuar a estimular o crescimento do crédito e permitir o
acesso de bens à população.
“Nós tínhamos
um crédito em 2003 que representava 22% do Produto Interno
Bruto (PIB) e hoje representa 36% do PIB. Achamos que isso deve ser
comemorado pois democratizou o acesso a bens de consumo e a
residências de pessoas que não tinham ainda esse
acesso”, analisou.
De acordo com o
ministro Paulo Bernardo, a única preocupação do
governo referente ao crédito é de que os
empréstimos aumentem de forma descontrolada e levem
ao crescimento da inadimplência.
“Achamos que nos
últimos 12 meses, cresceu muito além do que seria
razoável pois cresceu mais de 32% . Precisamos vigiar se não
está havendo descontrole”, afirmou.
Segundo sua análise,
até agora a inadimplência não cresceu e a
concessão de crédito tem levado as pessoas a alimentar
o mercado interno e a melhorar a economia.
“Não tem tido
uma seqüela muito grande, mas de fato é preciso ter
cuidado para [a concessão de créditos] não
estimular um endividamento excessivo e se tornar um problema para as
família depois”.
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