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Brasília - O
ritmo de elevação da Taxa Básica de Juros
(Selic) pode ter como resultado o aumento dos juros cobrados no
crédito com desconto em folha para aposentados e
pensionistas. Segundo o superintendente de Projetos Especiais da
Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Jorge
Higashino, que integra o Conselho Nacional de Previdência
Social (CNPS), a proposta de reajuste do teto do crédito
consignado, hoje em 2,5%
ao mês, já foi levada ao ministro José Pimentel.
Higashino
afirmou que está aguardando "a melhor oportunidade" para apresentar a idéia
aos demais conselheiros. “Vamos aguardar um pouco mais o
posicionamento do Banco Central e do Conselho Monetário
Nacional, principalmente, para ver se continua [o ritmo de alta]
ou se estabiliza. É uma questão
de aguardar um pouco mais para que a gente possa discutir no
plenário”, afirmou.
O
representante da Febraban argumentou que o critério utilizado pelo Conselho Nacional de Previdência
Social tem sido o de ajustar os juros sobre o crédito com desconto em folha de
acordo com a variação da taxa Selic. “Assim
funcionou desde 2006 para cá com a diminuição da taxa”, lembrou.
Em referência ao mercado, observou Higashino, o
percentual cobrado é regulado pela concorrência entre os
bancos. “Normalmente, quando se fala em consignado, o acordo que o
banco faz com a empresa ou com o órgão para fazer
empréstimo pode ter ou não a fixação da
taxa de juros”.
Higashino
argumentou que o aumento da taxa Selic significa alta na taxa de
juros de captação dos bancos, com isso, as instituições
financeiras pagam mais caro para buscar recursos. “Então,
não há como disponibilizar recursos para qualquer
empréstimo, sem prever e considerar essa alta da taxa”.
O
Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central corrigiu, no último dia 23, a taxa Selic em 0,75%,
passando de 12,25% para 13% ao ano. No início de junho, o Copom
havia aumentado a taxa de juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Em
abril, a alta foi também de meio ponto percentual, com a taxa
passando de 11,25% para 11,75%.
Também
chamada de Selic, porque remunera os títulos depositados no
Sistema Especial de Liquidação e Custódia, a
taxa básica de juros estava estacionada em 11,25% desde
setembro do ano passado.
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