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Brasília - A relação
entre dívida líquida do setor público (União,
estados, municípios e empresas estatais) e Produto Interno
Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no
país, foi de 40,4% em junho. O percentual é o menor,
desde dezembro de 1998, quando chegou a 38,9%. É também menor do
que a projeção para o ano do Banco Central. de 40,5% do
PIB.
Em valores, a dívida chegou a R$ 1,180
trilhão no mês passado. Em maio deste ano, a relação
estava em 40,6% do PIB. “A dívida permanece, portanto, em
uma trajetória bastante confortável e de desaceleração
continuada”, disse o chefe do Departamento Econômico do Banco
Central, Altamir Lopes.
A dívida pública brasileira é
a soma dos débitos dos governos federal, estaduais e
municipais. Esse valor, chamado de dívida líquida do
setor público, desconta o que os governos têm a receber
de empresas privadas ou de outros governos. Quanto menor a relação
entre dívida e PIB, maior é a confiança dos
investidores brasileiros e estrangeiros de que o país vai
honrar seus compromissos.
Segundo o Banco Central, o saldo da dívida
em junho foi menor devido ao maior superávit primário,
economia que o governo faz para pagar os juros da dívida, que
contribuiu com 2,9 pontos percentuais para a redução, no
ano. Outro fator é o efeito do PIB valorizado, com 3,3 pontos
percentuais de contribuição.
Por outro lado, Lopes disse que a inflação tem tido peso maior na dívida. No primeiro semestre de 2007, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava alta de 2,08% e no mesmo período deste ano chegou a 3,64%. Nesses mesmos períodos, a participação do IPCA no total da dívida subiu de 17,2% para 22,2%.
Além disso, os juros apropriados (incorporação
de juros à dívida) e o ajuste decorrente da valorização
cambial de 10,1% acumulado no ano contribuíram para elevar a
dívida em três pontos percentuais.
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