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Brasília - A Comissão
Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas volta
do recesso com a tomada de depoimentos do delegado da polícia
Federal Protógenes Queiroz, responsável pela Operação
Satiagraha, e do banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Oppoturnity,
preso na operação.
Segundo a secretaria da CPI, o
delegado confirmou o seu depoimento para às 14h30 do dia 6
(quarta-feira) e o banqueiro para às 14h do dia 13
(quarta-feira).
Apesar da confirmação
dos depoimentos, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), autor dos
requerimentos, não está otimista com as informações
que devem ser dadas pelos dois convocados. Segundo ele, já
houve um "certo esfriamento" no assunto que levou às
prisões de Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito
de São Paulo Celso Pitta.
"Não estou
otimista nem com o que o delegado Protógenes vai falar na CPI,
quanto mais em relação aos outros depoimentos. Espero
estar enganado", disse.
Fruet informou que o
andamento das investigações pela CPI vai depender das
informações que os depoentes vão repassar à
comissão.
Segundo o parlamentar, algumas perguntas básicas
devem ser feitas ao delegado Protógenes: Quem autorizou as
escutas? Quais foram os objetivos dessas escutas? Quais terminais
telefônicos foram grampeados? Quais ligações
acabaram sendo ouvidas sem autorização judicial?
A secretaria da CPI
informou que aguarda ainda para esta semana os documentos solicitados à Kroll (empresa
internacional de investigação) sobre o trabalho que
a empresa fez para a Brasil Telecom, operadora que era administrada
pelo grupo Opportunity, para conseguir informações
sobre a Telecom Italia. Os documentos deveriam ter sido entregues até
ontem (29), mas hoje, por telefone, representantes da
Kroll se comprometeram a enviar os documentos ainda esta semana.
Além de Daniel
Datas e do delegado Protógenes, estão também
marcados os depoimentos do delegado Élzio Vicente da Silva,
para o dia 7 de agosto, e do juiz Fausto De Sanctis, que ordenou as
prisões, para o dia 12 de agosto.
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