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Rio de Janeiro - O Ministério Público Federal pediu, em ação civil pública, que a União
e o governo do Rio de Janeiro instalem em 90 dias um banco de olhos público
em um hospital do estado. O único que existia no estado, o
do Hospital Geral de Bonsucesso, foi fechado no início de junho,
por falta de recursos.
O
serviço era prestado por uma entidade particular, que usava
o espaço físico do hospital de Bonsucesso e era responsável pela captação e preservação
das córneas destinadas aos transplantes.
De
acordo com a procuradora da República Marina Filgueira, uma
das autoras da ação, o estado precisa retomar as
atividades do banco de olhos, pois a instituição privada está impossibilitada de prestar o serviço. “Não temos como obrigar uma empresa privada a prestar serviços. Por isso, estamos pedindo que seja instaurado um
banco de olhos público, para que os órgãos
estatais se organizem, já que estamos sem esse serviço
no Rio de Janeiro.”
Com
o fechamento da unidade, a fila de transplantes de córneas
ficou parada. Com isso, a cirurgia tem sido feita apenas em
entidades particulares para aqueles que compram córneas no
exterior.
Segundo o Ministério Público Federal, são
dois os hospitais com condições de receber o banco de
olhos: o Geral de Bonsucesso e o dos Servidores do
Estado. A decisão judicial pode sair até terça-feira (5).
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