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São Paulo - O Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai manter as linhas
de crédito com taxas de juros mais moderadas voltadas à
indústria de infra-estrutura e à indústria de
base. A garantia foi dada hoje (1º) pelo ministro da Fazenda,
Guido Mantega, a executivos da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base
(Abdib). Ele também sugeriu aos empresários que captem
recursos no mercado de capitais.
Em entrevista à
imprensa logo após o encontro, na sede da Abdib, em São
Paulo , Mantega procurou afastar o temor de um eventual
desaquecimento interno por causa do ajuste da política
monetária e fiscal adotado para conter a inflação.
“A economia está caminhando para um patamar adequado”.
Ao se referir aos
investimentos em infra-estrutura, o ministro informou que não
estão previstas mudanças no Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) e que deverá ser cumprida a meta do setor
de investir nos próximos dois anos, algo superior a R$ 100
bilhões.
Ele destacou que o
crescimento da economia brasileira será “menos robusto” do
que o do ano passado. “Não dá para ter 5,5% ou 6%,
mas dá para alcançarmos entre 4,5% e 5%”, projetou
ele, acrescentando que” o país continua na rota do
crescimento sustentado”.
Na avaliação
de Mantega, é um crescimento vigoroso. Fazendo uma analogia
com o resto do mundo, ele afirmou que o Brasil tem vantagens
competitivas em relação a vários países
que convivem “com inflação alta e crescimento baixo”.
No Brasil, assinalou, a inflação está moderada.
Mantega disse que “o
pior já passou no campo da inflação” e
comemorou o fato de, nos últimos dias, terem sido anunciados
índices inflacionários em desaceleração,
como, por exemplo, o Índice de Preços ao Consumidor
(IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas
(Fipe)-; o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e
o Índice de Preços ao Consumidor- Semanal (IPC-S), da
Fundação Getulio Vargas (FGV. Este último foi
divulgado hoje e aponta que a taxa fechou o mês de julho em
0,53%, 0,14 ponto percentual abaixo da terceira prévia do mês.
Ele observou que há
uma reversão no quadro internacional e ainda que não
seja um cenário definitivo, considera ser “um bom início”.
O ministro citou a acomodação de preços no
mercado de commodities (produtos negociados em Bolsas de
Valores), incluindo dos preços do barril do petróleo,
assim como os ajustes internos, entre os quais o da redução
da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião
do Comitê de Política Monetária (Copom),
realizada, na semana passada, ela foi elevada de 12,25% para 13% ao
ano ano. Na ata da reunião, divulgada ontem (31) pelo Banco
Central, a instituição sinalizou para a continuidade
dessa política de ajuste.
Questionado se não
estaria havendo falta de sintonia entre o comportamento do Banco
Central e a real necessidade de se continuar elevado as taxas de
juros, Mantega evitou comentar o assunto, dizendo que a política
monetária da instituição só compete a ela
falar a respeito.
Mantega lembrou que
desde o final do ano passado vinha alertando que o crédito
estava crescendo a mais de 30% e que isso deveria ser reduzido com as
medidas implantadas como o aumento do Imposto Sobre as Operações
Financeiras (IOF) e do depósito compulsório sobre as
operações de financiamento por meio de Leasings.
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