Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
2 de Agosto de 2008 - 12h07 - Última modificação em 2 de Agosto de 2008 - 12h07


Petrobras Biocombustível diz que norma da ANP não muda planos de usar mamona na produção

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Rio de Janeiro - A Petrobras Biocombustível afirmou em nota que a Resolução n.º 7, publicada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), não afetará nem a produção de biodiesel nem os planos da subsidiária para o setor.

Sobre as informações veiculadas na imprensa de que a resolução da ANP vedaria a utilização, no Brasil, do biodiesel produzido a partir da mamona, a Petrobras Biocombustível esclareceu ontem (1º) que a intenção da empresa sempre foi a de usar, inicialmente, misturas de até 30% de óleo de mamona como matéria-prima. “O uso de 30% de óleo de mamona na produção de biodiesel atende integralmente à nova especificação da ANP”, garante a Petrobras Biocombustível.

De acordo com a empresa, algumas propriedades importantes serão inclusive “melhoradas” pela adição da mamona como matéria-prima. A subsidiaria explica que a adição de 30% de óleo de mamona ao óleo de soja melhora a qualidade do biodiesel produzido, enquadrando o produto nas exigências da norma européia, o que possibilita a exportação para regiões frias do continente.

“Para viabilizar misturas nesta proporção, somente para Usinas de Candeias – inaugurada na terça-feira (29) –, Quixadá e Montes Claros (que deverão ser inauguradas em agosto), seriam necessárias 49 mil toneladas, mais do que todo o óleo de mamona produzido no Brasil na safra de 2007”, garante a nota.

Segundo o comunicado, a dificuldade para o uso de mamona na produção de biodiesel atualmente não ocorre pela viscosidade do B100 (100% de biodiesel) de mamona ou por qualquer outra de suas propriedades físicas ou químicas. “É conseqüência da baixa disponibilidade desta oleaginosa no mercado, uma vez que a indústria do óleo paga pelo óleo de mamona um valor acima do que seria hoje viável, economicamente, pagar para o segmento de combustíveis”.

A resolução da ANP traz como anexo um Regulamento Técnico que estabelece as especificações técnicas para o biodiesel puro (B100), comercializado no Brasil, para mistura posterior ao óleo diesel na proporção de 3% (B3).

Segundo a resolução, “para dois dos 22 parâmetros citados pela ANP – massa específica (densidade) e viscosidade – foram estabelecidos limites que impediriam a utilização do biodiesel de óleo de mamona puro”.

“A Petrobras Biocombustível deixa claro que continuará a produzir biodiesel a partir de mamona, diante da inexistência de qualquer restrição técnica que impeça esta atividade”, finaliza a nota.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina