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Rio de Janeiro - O
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou hoje (1º), no Rio, que os primeiros
recursos para a composição do Fundo Amazônia chegarão ainda em setembro próximo, com uma doação de US$ 100 milhões, que será feita pela
Noruega. Segundo Minc, os próximos países a contribuirem com recursos serão a Alemanha e a Suíça, além de três
empresas privadas nacionais, que deverão anunciar em breve investimentos para esse fundo.
Conforme projeções feitas pelo governo, a captação
potencial de recursos nacionais e estrangeiros poderá ser
superior ao equivalente a US$ 21 bilhões até 2021, dos quais o equivalente a US$ 1 bilhão ainda em 2008. Na avaliação de Carlos Minc, o Fundo Amazônia criará perspectivas para o
desenvolvimento de atividades sustentáveis na Amazônia.
“O Fundo Amazônia abre a
possibilidade para que as atividades sustentadas venham a ser financiadas,
acontecerem, se desenvolverem, com a floresta sendo preservada”, disse o ministro.
Segundo o BNDES, o
novo fundo será destinado a financiamentos não-reembolsáveis de ações, que
possam contribuir para a prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento da
floresta, além de promover a conservação e o uso sustentável das florestas no
bioma amazônico. O objetivo de tal
estratégia é reduzir as emissões de gases do efeito estufa para a atmosfera,
decorrentes das áreas desmatadas na Amazônia brasileira.
O fundo também prevê a instituição de um Comitê Orientador, com representação
de órgãos do Governo Federal, dos governos dos estados da Amazônia Legal, que
possuam planos estaduais de prevenção e combate ao desmatamento ilegal, e de
representantes da sociedade civil, nomeados pelo presidente do BNDES.
Pelas regras do
Fundo Amazônia, 20% dos recursos do fundo poderão ser utilizados em biomas
nacionais fora da Amazônia ou biomas tropicais de outros países, que tenham reflexos
direto na floresta brasileira.
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