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Brasília - O Paraná terá o primeiro Plano Nacional de
Contenção de Poliovírus Selvagem nos
Laboratórios. Segundo o Secretário de Saúde do Paraná,
Gilberto Martin, com o projeto piloto – que será lançado na terça-feira (5) –, o Ministério da
Saúde e o Laboratório Central do Estado (Lacen) terão
conhecimento dos laboratórios que manuseiam amostras potencialmente contaminadas ou que contenham o
vírus, causador da poliomielite. “Esses locais serão
supervisionados e orientados quanto ao descarte ou armazenamento
correto deste material”.
O secretário
disse que o projeto será implantado a partir de dezembro em todo Brasil, atendendo à resolução do
Comitê Executivo da Organização Pan-Americana de
Saúde (OPAS). Na resolução, o país se
compromete a garantir a necessária contenção de
materiais contaminados com o poliovírus armazenados em seus
laboratórios.
Segundo o diretor-geral
do Lacen, Marcelo Piloneto, a Coordenação Geral de
Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) criou um
inquérito online na página do Ministério que
deverá ser preenchido pelos laboratórios com o
propósito de informar às entidades a ocorrência de amostras contaminadas.
O secretário de Saúde considera
o momento histórico. De acordo com ele, a erradicação
é uma conquista, pois a doença ainda se
encontra presente em vários países do mundo. “Precisamos manter
essa posição, cumprir o plano de forma eficaz”,
enfatizou o secretário.
O último
registro de poliomielite na América ocorreu em 1991, no Peru.
No Brasil, não há registros desde 1989 e no Paraná
desde 1986. O último caso ocorreu em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba. A vacinação contra
poliomielite ocorre desde 1980.
Desde que foi
erradicada, as únicas fontes possíveis de proliferação da poliomielite no Brasil são pela importação originada de países onde a
doença ainda existe e dos laboratórios públicos
e privados de pesquisa, de diagnóstico clínico, de
ensino e de produção de vacinas, que podem reintroduzir
acidentalmente o vírus no meio ambiente.
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