Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
2 de Agosto de 2008 - 14h36 - Última modificação em 2 de Agosto de 2008 - 14h38


Mulheres defendem que trabalho doméstico seja levado em conta para aposentadoria

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - O reconhecimento de que o trabalho não-remunerado realizado pelas mulheres deve ser considerado fator de garantia do direito ao benefício previdenciário é o principal tema em discussão hoje (2) no Seminário Nacional sobre Seguridade Social e as Mulheres.

Promovido por diversos movimentos sociais de defesa dos direitos das mulheres, o evento começou ontem (1º) e vai até amanhã, em Brasília. Cerca de 50 representantes de vários estados estão reunidas no encontro para debater formas de ampliar a inclusão das mulheres no sistema previdenciário especial, que concede benefícios para categorias que não contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Umas das coordenadoras da Marcha Mundial das Mulheres e do Fórum Itinerante e Paralelo sobre Previdência Social, Isabel Freitas defende que o governo precisa reconhecer a função social das mulheres na sociedade. Segundo ela, se o trabalho não-remunerado das mulheres fosse contabilizado economicamente, representaria algo em torno de 13% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

“Queremos o reconhecimento por esse trabalho, da dona-de-casa, da doméstica, da artesã, da extrativista, e que a Previdência seja universal e todos tenham direito”, disse. “A nossa luta é para que o governo brasileiro, que diz que o país está em um momento excelente, crescendo, com as riquezas se consolidando, tome consciência e organize um sistema de Previdência que cubra todas as pessoas”, completou.

A secretária executiva da Articulação das Mulheres Brasileiras (AMB), Sílvia Camurça, também acha que a Previdência no Brasil deveria considerar o trabalho realizado pelas mulheres. “O principal problema é que a Previdência foi um sistema pensado como se apenas os homens trabalhassem. Ele tem uma concepção contributiva, ou seja, pagar para poder receber o benefício”, argumenta.

“Nós mulheres, historicamente, fazemos trabalhos sem remuneração. Aquele para a própria família, doméstico, cuidar da criança, de quem está doente e, muitas vezes, somos dependentes economicamente e não temos como pagar a Previdência”, ressalta. “Não contribuímos, mas trabalhamos. Muitas vezes, desde muito cedo. Em alguns casos, as meninas começam a trabalhar em casa, cuidando dos irmãos menores, para que a mãe possa trabalhar fora.”

Sílvia Camurça enfatiza que “apenas um sistema previdenciário universal, em que todo mundo que trabalhe possa ter direito ao benefício, atenderia às mulheres”. “Aquela que trabalha em casa, sem remuneração, tem que ter o direito de receber o auxílio-doença caso se acidente e fique sem condições de realizar suas atividades”, acrescenta.

A gerente de Projetos da Área de Gênero e Trabalho da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eunice Léa de Moraes, afirma que ainda há uma grande dificuldade para as mulheres serem atendidas pela Previdência Social. “A maioria das mulheres está no mercado informal. Então, a renda que elas têm vêm da informalidade e é muito difícil contribuir mensalmente. Por isso, elas estão fora [do sistema previdenciário]”.

Para ela, é importante discutir a inclusão e a universalização da Previdência, “para que ela não seja apenas contributiva mas, na verdade, assegure os direitos das mulheres em sua maioria”.



 

  LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
Governo publica decreto de antecipação do 13º de aposentados e pensionistas
Secretários de educação querem revisão da lei do piso nacional para professores
CPI do grampo retoma trabalhos com depoimentos de Dantas e Protógenes
Cezar Peluso, do STF, vai decidir se acata denúncia contra Romero Jucá
Mulheres defendem que trabalho doméstico seja levado em conta para aposentadoria
José Alencar recebe alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo
Relatório sobre ações de combate à discriminação a deficientes será apresentado ano que vem
Corpo do artista plástico Athos Bulcão é sepultado em Brasília
Funai espera resolver problemas dos índios de MS com demarcação de reservas
Manifestantes ocupam sede do Incra em Brasília
Mulheres defendem que trabalho doméstico seja levado em conta para aposentadoria
Funai espera resolver problemas dos índios de MS com demarcação de reservas
Governo publica decreto de antecipação do 13º de aposentados e pensionistas
INSS começa a pagar hoje benefícios acima de um salário mínimo
Relatório sobre ações de combate à discriminação a deficientes será apresentado ano que vem
Corpo do artista plástico Athos Bulcão é sepultado em Brasília
Mulheres defendem que trabalho doméstico seja levado em conta para aposentadoria
Teleconferência debate inclusão bancária de beneficiários do Bolsa Família
Especialista diz que é plenamente possível garantir quarto individual para grávidas
Brasil e África do Sul discutem macroeconomia e relações de gênero
Mulheres defendem que trabalho doméstico seja levado em conta para aposentadoria
Estatuto da Criança e do Adolescente ganha versão em quadrinhos
Às vésperas de julgamento, entidades pedem que STF impeça candidatura de processados
Índios mantêm reféns um servidor da Funai e quatro pescadores em aldeia no Xingu
Em dia de lazer, comunidade do DF reivindica melhorias nos serviços públicos
Relatório sobre ações de combate à discriminação a deficientes será apresentado ano que vem
Brasília - O sargento Laci de Araújo observa o companheiro, o sargento Fernando Alcântara, ao prestar depoimento no Superior Tribunal Militar
Brasília - Sargento Laci de Araújo, detido pela Justiça Militar desde que abandonou as Forças Armadas por denunciar perseguição ao assumir a homossexualidade, no plenário do Superior Tribunal Militar, onde acompanha o depoimento de seu companheiro, o sargento Fernando Alcântara
Mulheres defendem que trabalho doméstico seja levado em conta para aposentadoria
José Alencar recebe alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo
Brasil começará a exportar carne de aves para a Índia
Vendas reais da indústria fluminense crescem mais de 7% no primeiro semestre do ano
Vendas reais da indústria fluminense crescem mais de 7% no primeiro semestre do ano
Balança comercial registra em julho segundo melhor resultado mensal do ano
MEC divulga fatores de ponderação do fundo de educação básica para 2009
Procurador pedirá à PF que fique alerta sobre conflitos em área de demarcação indígena
 

O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina