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Valter Campanato/ABr
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Terra do Meio (PA) - Gado apreendido na fazenda Lourilândia durante a Operação Boi Pirata, do Ibama. O rebanho de 3.146 cabeças vai a leilão pela quarta vez na próxima terça-feira (5)
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Terra do Meio (Pará) - O coordenador da
Operação Boi Pirata, Weber Rodrigues Alves, afirmou que
o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) refez os custos de retirada do gado e
baixou o valor do lance mínimo a ser ofertado no próximo
leilão, marcado para terça-feira (5).
O arremate será das mais de 3 mil cabeças de gado apreendidas na Operação Boi Pirata, realizada na Estação Ecológica da Terra do Meio. O órgão levou em conta às péssimas condições das estradas e o alto custo do deslocamento.
“O custo do gado
estava em torno de R$ 3 milhões e em função
dessa dificuldade [de locomoção] o Ibama
resolveu baixar para R$ 1,4 milhão o preço mínimo”,
explicou.
O coordenador, porém,
não soube precisar qual o custo da operação do
Ibama, mas informou que a equipe é formada por oito agentes do
Batalhão Ambiental do Pará e por agentes do instituto, com
o suporte de duas caminhonetes e de um helicóptero, além
de um vaqueiro contratado para cuidar das 3.146 cabeças
apreendidas.
Devido ao alto custo do
deslocamento e às más condições da
estrada, a alternativa dos pecuaristas é guiar o gado às
margens das vias. O preço cobrado por um grupo de boiadeiros é
de R$ 350 por dia. Seis boiadeiros conseguem levar até mil
cabeças de gado estrada afora.
Com a retirada do gado
da Estação Ecológica da Terra do Meio, a
paisagem lembra a década de 50 e início da de 60, no Centro Sul do Brasil, quando as boiadas passavam pelas estradas rumo
às fazendas de cria e engorda ou aos frigoríficos.
O boiadeiro Marco
Antônio de Almeida Lima, lidera uma comitiva de seis vaqueiros,
levando 935 cabeças de gado entre vacas, bezerros e novilhas,
da Terra do Meio (PA) a uma fazenda na Vila Taboca. O gado já
está na estrada há 18 dias. A previsão é
de mais 10 dias de caminhada. “O gado saiu gordo e no primeiro dia
andamos 22 quilômetros. Depois a marcha vai ficando mais lenta,
porque o gado vai cansando e emagrecendo. Com isso a caminhada cai
para dez, oito e, às vezes, até cinco quilômetros
por dia”, explica Marco Antônio.
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