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4 de Agosto de 2008 - 14h47 - Última modificação em 4 de Agosto de 2008 - 14h47


CNI mantém previsão de crescimento no segundo semestre mesmo com alta dos juros

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A indústria se mantém otimista quanto ao crescimento da produção para o segundo semestre, mesmo com a alta da taxa básica de juros (Selic) de 12,25% para 13% ao ano. A afirmação foi feita hoje (4) pelo economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Mol, ao apresentar os Indicadores Industriais de junho.

Mol afirmou que, mesmo em ritmo mais lento, a indústria deve continuar crescendo nos próximos meses. “O índice de utilização da capacidade instalada está alto e isso dá indicação de que a indústria pode continuar crescendo.”

Para o economista, o índice de 83,1% de utilização do parque fabril em junho não é preocupante. Ao contrário, disse ele, o uso de capacidade instalada alta pode estimular novos investimentos. “Para investir, o empresário precisa perceber que a indústria está trabalhando com níveis altos de capacidade de utilização. E é isso que a gente tem observado. Então as perspectivas continuam positivas no sentido do investimento.”

“Nenhum empresário vai investir com a perspectiva de manter sua capacidade ociosa. Para investir, antes de tudo, ele precisa perceber que o investimento é necessário, e isso só acontece quando a utilização [do parque fabril] é mais alta.”

Mol ressaltou que outro fator importante para manutenção do otimismo da indústria é o crescimento do emprego no setor. Na comparação com o mês de maio, as contratações cresceram 0,5% e, em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi ainda maior, de 4%.

“A elevação do emprego há três anos consecutivos é um dado extremamente importante. Não observamos, ao longo dessa década, nenhum momento de crescimento tão regular e tão longo do emprego na indústria”, destacou o economista.

Segundo ele, o crescimento do emprego cria um “ciclo virtuoso” na economia de modo geral, e não apenas na indústria. “O aumento do emprego implica em novos salários, novas pessoas trabalhando, e isso faz com que o consumo também se expanda, o que acaba elevando a produção industrial, que, por sua vez, gera novas contratações.”





 


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