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Rio de Janeiro - O crescimento econômico
reduziu a pobreza, mas, paralelamente, aumentou o número de
ricos no Brasil. A constatação é de uma pesquisa
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que será
divulgada amanhã (5), em Brasília.
A pesquisa Pobreza e Riqueza no
Brasil Metropolitano indica que a recuperação da
economia brasileira está sendo acompanhada pela melhora na
renda das famílias, em todas as faixas, o que resulta em queda
no número de pobres e na elevação do número
de ricos.
De acordo com o Ipea, além do crescimento
econômico, contribuíram para a redução da
pobreza os ganhos do salário mínimo e as transferências
do governo. “Já os ricos, além do crescimento
econômico, se beneficiaram dos ganhos de produtividade, que
pouco são repassados para os salários”, avaliam os
realizadores do levantamento.
A pesquisa, que será divulgada pelo
presidente do Ipea, Marcio Pochmann, abrange o período de 1992
a 2008 e conceitua como pobre o indivíduo que tem renda mensal
de até meio salário mínimo (R$ 207,50). Rico,
segundo a pesquisa, é aquele indivíduo pertencente a
famílias cuja renda mensal é igual ou superior a 40
salários mínimos (R$ 16.600).
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