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José Cruz/ABr
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Brasília - Senador Magno Malta, acompanhado pelo senador Romeu Tuma, apresenta aos jornalistas um informante, que alertou para um possível seqüestro de sua filha
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Brasília - O senador Magno Malta
(PR-ES) disse hoje (5) que recebeu a informação de que o traficante Luiz Fernando da
Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, e o traficante
colombiano Juan Carlos Abadía, tinham planos de seqüestrar uma de suas
filhas. O senador disse que um informante da extinta CPI
do Narcotráfico da Câmara teria passado a notícia. De acordo com Malta, o seqüestro de outras autoridades estava sendo planejado, segundo sua fonte, para financiar uma fuga dos
traficantes do presidio onde os dois criminosos estão presos em Mato Grosso do Sul.
De acordo com esse
informante - que concedeu entrevista à imprensa mascarado e de óculos escuros e não foi identicado, ao lado de Malta e do
senador Romeu Tuma (DEM-SP), corregedor-geral do Senado - ele se encontrou com a irmã de Beira-Mar,
Alessandra, para tratar de um outro assunto e ela lhe passou a
informação. "Há uma fuga que está sendo preparada e vão seqüestrar
filhas, filhos de juízes, senadores", afirmou o informante. Entre os seqüestrados estaria uma das filhas
do senador e mais oito pessoas.
Malta disse que a
informação sobre a série de seqüestros de filhos de autoridades surgiu
há quase um mês em um presídio de Brasília (DF) e que uma investigação da
Polícia Civil já está em curso. Hoje, esse informante procurou Malta e
passou a mesma informação.
Questionado sobre porque
ele seria alvo de Beira-Mar, Malta afirmou que, durante a CPI do
Narcotráfico, como presidente, ele foi um dos parlamentares que
comandou a investigação sobre Beira-Mar. "Eu presidi a CPI do
Narcotráfico, foi a CPI quem o investigou e o prendeu", disse.
O senador, que é
presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, em andamento no Senado, disse
ainda que já pediu proteção para sua família à Polícia Federal e também
pediu ao presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), que
encaminhasse um pedido de proteção para ele. "Ninguém vai me calar,
ninguém vai me intimidar. O meu recado para ele é o seguinte: medo eu
conheço só de nome, mas nunca fui apresentado", afirmou o senador.
O presidente do Senado
disse que, assim que receber o pedido de proteção do senador, vai
encaminhar à Mesa Diretora do Senado para que tome a decisão de
enviar ou não ao órgão competente para fazer a proteção ao senador. Garibaldi disse ainda
que vê como intimidação essa denúncia de que o traficante pretendia
seqüestrar a filha do senador. "É muita ousadia e isso precisa ter um
combate com mais intensidade, isso é o que o país está cobrando",
afirmou.
Colaborou Marcos Chagas. A matéria foi alterada para correção de informação.
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