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5 de Agosto de 2008 - 21h00 - Última modificação em 20 de Outubro de 2008 - 15h16


Senador Magno Malta diz que Beira-Mar e Abadía tramavam seqüestro de sua filha

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 
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José Cruz/ABr
Brasília - Senador Magno Malta, acompanhado pelo senador Romeu Tuma, apresenta aos jornalistas um informante, que alertou para um possível seqüestro de sua filha
Brasília - Senador Magno Malta, acompanhado pelo senador Romeu Tuma, apresenta aos jornalistas um informante, que alertou para um possível seqüestro de sua filha
Brasília - O senador Magno Malta (PR-ES) disse hoje (5) que recebeu a informação de que o traficante Luiz Fernando da Costa,  conhecido como Fernandinho Beira-Mar, e o traficante colombiano Juan Carlos Abadía, tinham planos de seqüestrar uma de suas filhas. O senador disse que um informante da extinta CPI do Narcotráfico da Câmara teria passado a notícia. De acordo com Malta, o seqüestro de outras autoridades estava sendo planejado, segundo sua fonte, para financiar uma fuga dos traficantes do presidio onde os dois criminosos estão presos em Mato Grosso do Sul.

De acordo com esse informante -  que concedeu entrevista à imprensa mascarado e de óculos escuros e não foi identicado, ao lado de Malta e do senador Romeu Tuma (DEM-SP), corregedor-geral do Senado - ele se encontrou com a irmã de Beira-Mar, Alessandra, para tratar de um outro assunto e ela lhe passou a informação. "Há uma fuga que está sendo preparada e vão seqüestrar filhas, filhos de juízes, senadores", afirmou o informante. Entre os seqüestrados estaria uma das filhas do senador e mais oito pessoas.

Malta disse que a informação sobre a série de seqüestros de filhos de autoridades surgiu há quase um mês em um presídio de Brasília (DF) e que uma investigação da Polícia Civil já está em curso. Hoje, esse informante procurou Malta e passou a mesma informação.

Questionado sobre porque ele seria alvo de Beira-Mar, Malta afirmou que, durante a CPI do Narcotráfico, como presidente, ele foi um dos parlamentares que comandou a investigação sobre Beira-Mar. "Eu presidi a CPI do Narcotráfico, foi a CPI quem o investigou e o prendeu", disse.

O senador, que é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, em andamento no Senado, disse ainda que já pediu proteção para sua família à Polícia Federal e também pediu ao presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), que encaminhasse um pedido de proteção para ele. "Ninguém vai me calar, ninguém vai me intimidar. O meu recado para ele é o seguinte: medo eu conheço só de nome, mas nunca fui apresentado", afirmou o senador.

O presidente do Senado disse que, assim que receber o pedido de proteção do senador, vai encaminhar à Mesa Diretora do Senado para que tome a decisão de enviar ou não ao órgão competente para fazer a proteção ao senador. Garibaldi disse ainda que vê como intimidação essa denúncia de que o traficante pretendia seqüestrar a filha do senador. "É muita ousadia e isso precisa ter um combate com mais intensidade, isso é o que o país está cobrando", afirmou.




Colaborou Marcos Chagas. A matéria foi alterada para correção de informação.

 


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