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5 de Agosto de 2008 - 20h22 -
Última modificação
em 5 de Agosto de 2008 - 20h22
Brasil e Estados Unidos discutem a comercialização do etanol como commodity
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Brasília - Entrevista coletiva do secretário adjunto de Energia dos EUA, Jeffrey Kupfer, e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Eles relataram a troca de experiências entre os dois países nas áreas de energia elétrica, energia nuclear, petróleo e mineração
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Brasília -
O interesse comum para
que o etanol possa ser comercializado como uma commodity foi um dos temas discutidos hoje (5) entre o ministro de Minas
e Energia, Edison Lobão, e o subsecretário de Energia
dos Estados Unidos, Jeffrey Kupfer. As commodities são
produtos primários negociados no mercado internacional.
Lobão lembrou
que, assim como o Brasil, os Estados Unidos pretendem manter uma
política cada vez mais intensa na produção de
biocombustíveis. Segundo ele, os Estados Unidos deverão
produzir cerca de 34 bilhões de litros de etanol a base de milho este ano e a
produção brasileira deve chegar a 23 bilhões de
litros, extraídos de cana-de-açúcar.
“Os dois países
têm interesse de que essa política sirva a todos os
países. Daqui para frente, os contatos serão cada vez
mais estreitos, para que possamos afinar as duas políticas na
medida em que essa convergência atenda aos interesses dos dois
lados”, afirmou o ministro.
Kupfer ressaltou que
tanto os Estados Unidos como o Brasil têm interesse que o
etanol se torne uma commodity. Para tanto, os dois países
estão investindo também na produção de
biocombustíveis de segunda e terceira gerações,
que não é baseada em alimentos como matéria-prima.
“É importante que essa produção continue
se expandido em todo o mundo”, acrescentou.
No entanto, o
subsecretário não sinalizou a possibilidade de o
governo americano reduzir ou eliminar as tarifas para importação
do etanol brasileiro, mas disse que o assunto está sendo
discutido internamente e com outros países. Segundo ele, a
cobrança da tarifa foi prorrogada pelo Congresso americano até
2010, apesar de o orçamento apresentado pelo presidente George
Bush não prever essa prorrogação.
“Temos uma defesa
forte dos biocombustíveis, temos metas ambiciosas e estamos
estudando como cumprir essas metas no futuro. As tarifas do etanol e
suas implicações vão continuar a ser discutidas
no nosso país”, assegurou.
O encontro dos
ministros foi uma primeira conversa para que os dois países
estabeleçam uma política de troca de experiências
no setor energético. Kupfer disse que o Brasil é
considerado um líder em muitas áreas no setor
energético. “Nós temos muito a aprender com as
experiências brasileiras e há muitas áreas nas
quais podemos aprender um com o outro”, afirmou o subsecretário.
Uma dessas áreas
é a produção de energia nuclear. O ministro
brasileiro ressaltou que os Estados Unidos são “madrugadores”
na utilização dessa energia e, por isso, tiveram
avanços significativos, tanto na produção da
tecnologia como no armazenamento do lixo tóxico.
“É necessário
expandir o entendimento entre os países que utilizam a energia
nuclear para que se encontre a melhor solução para
todos”, avaliou. Kupfer. Ele disse os Estados Unidos estão
construindo novos reatores e, por isso, precisam pesquisar novas
tecnologias.
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