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Brasília - O aumento de 58,9% na
contratação de créditos para aquisição
da casa própria no primeiro semestre, em comparação
com igual período do ano passado, foi comemorado pelo setor da
construção civil. É o quarto ano seguido em que
se registra forte crescimento do número de financiamentos
imobiliários.
Mesmo assim, o
presidente da Câmara Brasileira da Indústria de
Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, defende
mais investimentos para reduzir o déficit habitacional do
país, em torno de 8 milhões de moradias. Segundo
ele, a flexibilização do uso de recursos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por famílias com
renda até cinco salários mínimos por mês,
pode ampliar as oportunidades de aquisição da casa
própria, pois é nessa faixa de rendimento que está
a grande maioria dos brasileiros sem casa.
Simão
disse que vai formalizar proposta nesse sentido no Colóquio
sobre Plano Nacional de Habitação, que o Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência
da República realizará no próximo dia 12, no
auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.
De posse dos números que a
Associação Brasileira das Entidades de Crédito
Imobiliário e Poupança (Abecip) distribuiu sobre o
crescimento de 86,6% no volume de financiamentos para novas moradias,
de janeiro a junho deste ano, o economista Alcides Leite, da Trevisan
Escola de Negócios, ressaltou que o aumento é
fundamental para reduzir o déficit habitacional, para
impulsionar ainda mais a construção civil e criar mais
empregos.
“Além de estimular uma
cadeia produtiva com forte entrelaçamento com outros setores
da economia”, esse crescimento gera empregos formais para a
mão-de-obra de menor nível de escolaridade, disse
Alcides Leite. “Justamente o segmento social que mais necessita de
alternativa para sair da informalidade.”
A Abecip cita investimentos totais de
R$ 12,931 bilhões, das cadernetas de poupança e de
empréstimos bancários, na comercialização
de 128.439 moradias no primeiro semestre. Do total, a Caixa Econômica
Federal, maior operadora de poupança do país, aplicou
R$ 3,4 bilhões dos donos de cadernetas na compra de imóveis
residenciais – 33% a mais que no mesmo período do ano
passado, segundo informou o vice-presidente de Governo da Caixa,
Jorge Hereda.
No total, a Caixa investiu R$ 9,181
bilhões na contratação de 201.956 unidades
habitacionais, com expansão de 34% sobre os R$ 6,8 bilhões
aplicados no primeiro semestre de 2007. Além do dinheiro da
poupança foram investidos R$ 5,4 bilhões de recursos do
FGTS, com aumento de 47% em relação a igual período
do ano passado, porque cresceu o número de contratações
no programa Carta de Crédito FGTS Individual, voltado para
famílias com renda mensal de até cinco salários
mínimos.
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