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5 de Agosto de 2008 - 19h05 - Última modificação em 5 de Agosto de 2008 - 19h05


Construção civil comemora aumento da procura pela casa própria

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O aumento de 58,9% na contratação de créditos para aquisição da casa própria no primeiro semestre, em comparação com igual período do ano passado, foi comemorado pelo setor da construção civil. É o quarto ano seguido em que se registra forte crescimento do número de financiamentos imobiliários.

Mesmo assim, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, defende mais investimentos para reduzir o déficit habitacional do país, em torno de 8 milhões de moradias. Segundo ele, a flexibilização do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por famílias com renda até cinco salários mínimos por mês, pode ampliar as oportunidades de aquisição da casa própria, pois é nessa faixa de rendimento que está a grande maioria dos brasileiros sem casa.

Simão disse que vai formalizar proposta nesse sentido no Colóquio sobre Plano Nacional de Habitação, que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República realizará no próximo dia 12, no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

De posse dos números que a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) distribuiu sobre o crescimento de 86,6% no volume de financiamentos para novas moradias, de janeiro a junho deste ano, o economista Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, ressaltou que o aumento é fundamental para reduzir o déficit habitacional, para impulsionar ainda mais a construção civil e criar mais empregos.

“Além de estimular uma cadeia produtiva com forte entrelaçamento com outros setores da economia”, esse crescimento gera empregos formais para a mão-de-obra de menor nível de escolaridade, disse Alcides Leite. “Justamente o segmento social que mais necessita de alternativa para sair da informalidade.”

A Abecip cita investimentos totais de R$ 12,931 bilhões, das cadernetas de poupança e de empréstimos bancários, na comercialização de 128.439 moradias no primeiro semestre. Do total, a Caixa Econômica Federal, maior operadora de poupança do país, aplicou R$ 3,4 bilhões dos donos de cadernetas na compra de imóveis residenciais – 33% a mais que no mesmo período do ano passado, segundo informou o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda.

No total, a Caixa investiu R$ 9,181 bilhões na contratação de 201.956 unidades habitacionais, com expansão de 34% sobre os R$ 6,8 bilhões aplicados no primeiro semestre de 2007. Além do dinheiro da poupança foram investidos R$ 5,4 bilhões de recursos do FGTS, com aumento de 47% em relação a igual período do ano passado, porque cresceu o número de contratações no programa Carta de Crédito FGTS Individual, voltado para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos.

 



 


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