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5 de Agosto de 2008 - 17h01 - Última modificação em 5 de Agosto de 2008 - 17h01


Inflação já dá sinais de queda, avalia presidente do BNDES

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje (5) que a inflação já está dando sinais de arrefecimento.

“Eu acho que já há sinais preliminares de que os preços de commodities [produtos agrícolas e minerais comercializados em bolsa no mercado internacional] pararam de subir. O preço do petróleo está recuando. Alguns preços de commodities metálicas estão recuando. [São] os primeiros sinais de que a recessão da economia mundial e a desaceleração da economia norte-americana, principalmente com seus efeitos sobre o sistema internacional, começam a moderar as pressões inflacionárias do ponto de vista global”, disse durante seminário promovido pela Associação e Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro.

Mesmo reconhecendo que a queda da inflação ainda é muito preliminar, segundo ele as indicações são de inflexão da curva.

“Acho que a inflação já parou de subir e agora ela tende a infletir no sentido de redução”, disse.

O presidente do BNDES salientou que o relevante não é dizer se a inflação vai superar os 6,50% fixados como limite superior da meta de inflação este ano.

“O relevante é a tendência. É o fato de que, aparentemente, nós estamos ultrapassando o pico das pressões, e vamos, daqui para a frente, poder administrar um processo de redução da inflação”.

Coutinho disse que o BNDES ainda não sentiu diminuição de pedidos de financiamento do empresariado por conta da inflação. “A demanda está bastante firme. Não sentimos nenhuma desaceleração significativa da demanda por investimentos”.

Ele defendeu que o ajuste ideal para o Brasil “é aquele ajuste que modere um pouco o crescimento do consumo e do gasto público, coisa que já vem sendo feita pelo Tesouro, e não afete o crescimento do investimento”.

Para Coutinho, o investimento é o portador de oferta futura. “O investimento é que vai ajudar a sustentação do crescimento econômico com estabilidade”, afirmou.




 


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