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5 de Agosto de 2008 - 15h19 -
Última modificação
em 5 de Agosto de 2008 - 16h19
Três milhões de pessoas deixaram a pobreza nos últimos seis anos
Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, divulga pesquisa, demonstrando que o crescimento econômico do País está sendo acompanhado por uma melhora na renda familiar tanto dos pobres quantos dos ricos
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Brasília - Três milhões de pessoas deixaram a pobreza nos últimos seis anos nas seis principais regiões metropolitanas do país, o que corresponde a uma queda de 8,8 pontos percentuais na pobreza. Os dados são da
pesquisa Pobreza e Riqueza no Brasil Metropolitano, divulgada
hoje (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com dados de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.
O número de pobres era de 14,3 milhões em 2002, subiu para 15,4 milhões em 2003 e desde então vem caindo, tendo chegado a 11,3 milhões neste ano. Em termos percentuais, a evolução foi a seguinte: 32,9% em 2002, 35% em 2003 e a partir daí, uma queda contínua até os atuais 24,1%.
Os principais motivos, segundo o Ipea, foram o crescimento econômico, os ganhos do salário mínimo e as transferências
do governo. Leia mais.
O nível de indigência seguiu o mesmo ritmo. Era de 12,7% em 2002 (5,5 milhões de pessoas), subiu para 13,7% em 2003 (6 milhões) e agora está em 6,6% (3,1 milhões).
Em 2003, o percentual
de famílias mais ricas, com rendimento de 40 salários
mínimos mensais ou mais, sofreu redução de 20%, voltando a crescer a partir de 2005.
Segundo o Ipea, no ano passado, o percentual encontrava-se no mesmo patamar de 2002 e, neste ano, a tendência é permanecer estável.
A pesquisa revela,
entretanto, que "todo o quadro favorável no que se refere
à pobreza não evoluiu para a obtenção de
ganhos de produtividade, em face da estabilidade econômica e
dos ganhos com os aumentos do salário mínimo". De
acordo com o Ipea, "os detentores dos meios de produção
podem estar se apoderando de parcela crescente da renda nacional".
Reportagem ampliada.
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