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5 de Agosto de 2008 - 15h34 - Última modificação em 5 de Agosto de 2008 - 16h40


Justiça manda libertar médico acusado de fraudar fila de transplantes no Rio

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2) mandou libertar o médico Joaquim Ribeiro Filho, que foi preso no dia 30 de julho, durante a Operação Fura-Fila, da Polícia Federal (PF). O habeas corpus foi concedido hoje (5) pela juíza Andréa Cunha Esmeraldo, da 2a Turma Especializada.

Na mesma decisão, a juíza determinou que o médico fique afastado de suas funções no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o Hospital do Fundão, e que ele seja proibido de realizar qualquer procedimento cirúrgico relativo a transplante de fígado.

“Além disso, o médico terá de assinar um termo de compromisso, no qual se comprometerá a não se comunicar com quaisquer dos co-réus ou testemunhas, pessoalmente ou através de terceiros, por qualquer meio de comunicação, deles mantendo a distância de um raio de pelo menos 500 metros”, estipulou a juíza em sua decisão, divulgada no início da tarde.

A defesa do médico entrou com pedido de habeas corpus, alegando que ele seria primário, com bons antecedentes, residência fixa e que não representaria risco à ordem pública ou à instrução criminal.

O médico foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por liderar esquema que fraudava a fila de transplantes de fígado do Hospital do Fundão. Mais quatro médicos de sua equipe foram denunciados, mas não chegaram a ser presos.

Segundo a PF, em pelo menos uma ocasião, Joaquim Ribeiro Filho teria recebido R$ 250 mil de um paciente para agilizar um transplante.

Por causa da suposta fraude, o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente os transplantes de fígado no Hospital do Fundão e a Secretaria Estadual de Saúde determinou a mudança no sistema que gerencia a fila de pacientes, a fim de garantir mais transparência ao processo.





 


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