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6 de Agosto de 2008 - 16h09 -
Última modificação
em 6 de Agosto de 2008 - 16h09
Ministério da Educação divulga novo indicador para avaliação de universidades
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, divulga o resultado do Enade 2007
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Brasília - O
Ministério da Educação divulgou hoje (6) os
primeiros números do Conceito Preliminar de Cursos (CPC), novo indicador de avaliação das instituições de nível
superior. O CPC leva em conta os resultado da prova do Exame Nacional
de Desempenho de Estudantes (Enade) e do Indicador de Diferença
entre os Desempenhos Observados e Esperados (IDD), que avaliam a
quantidade de conhecimento que o aluno agregou durante a graduação,
além da infra-estrutura do curso, a titularidade dos
professores e uma avaliação dos alunos sobre o
currículo.
O novo
índice dá às instituições
pontuação de 1 a 5. As que receberem conceito igual ou
superior a 3, poderão ser dispensadas da visita de inspetores
do MEC e receberão a renovação automática
de suas autorizações de funcionamento.
“Isso
vai desburocratizar os processos. A avaliação in loco
vai ser direcionada. Vamos deixar de ter que vistoriar os cerca de 30
mil cursos e dar atenção especial aos 25% que tiveram
notas baixas, que nos preocupam mais”, apontou o ministro da
Educação, Fernando Haddad.
A
instituição que receber conceito 1 ou 2 será
vistoriada pelo MEC e poderá ser reavaliada após
assinatura de termo de ajustamento de conduta com metas e prazos a
serem cumpridos. “Nosso maior objetivo é preservar o
estudante. Não estamos aqui para descredenciar cursos, mas se
for preciso vamos fazê-lo”, afirmou o secretário de
Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota.
Os
representantes de instituições particulares reagiram ao
novo método de avaliação alegando que não
foram consultados sobre a adoção do CPC para medir a
qualidade do ensino. Em nota divulgada hoje, o Fórum das
Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, classificam
o novo indicador como “uma implantação parcial do
Sistema Nacional de Avaliação de Ensino Superior
(Sinaes)”, que, segundo eles, “prejudicará sobremaneira a
imagem das instituições”, que terão expostas
as avaliações preliminares.
“As
entidades representativas do ensino superior particular em nenhum
momento foram ouvidas sobre a instituição do denominado
Conceito Preliminar de Curso. Não houve sequer a realização
de uma audiência pública sobre o tema”, de acordo com
o documento.
Em
resposta às críticas, Haddad afirmou que “só
se preocupa com avaliação quem não faz bom
trabalho”. De acordo com o ministro, o CPC aproxima o sistema de
avaliação das regras previstas no Sinaes ao considerar
itens como infra-estrutura e corpo docente na avaliação,
e não só o desempenho dos estudantes.
“Quem
tem um bom trabalho na questão da qualidade não tem
medo da avaliação porque ganha com a visibilidade que
os conceitos oferecem. Nosso desejo é ajudar quem faz bom
trabalho; e quem estiver em dificuldade receberá apoio técnico
do ministério para firmar os termos de compromisso e garantir
o direito dos estudantes à educação de
qualidade”, avaliou.
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