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6 de Agosto de 2008 - 12h14 - Última modificação em 6 de Agosto de 2008 - 12h29


Garibaldi defende investigação em licitações do Senado

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), defendeu hoje (6) as investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público nas licitações de empresas que prestam serviços terceirizados na Casa.

Reportagem publicada na edição de hoje do jornal Correio Braziliense indica que funcionários do Senado favoreciam as empresas Conservo, Ipanema e Brasília Informática nas licitações. A reportagem mostra gravações telefônicas que envolveriam inclusive o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, e o primeiro-secretário, senador Efraim Moraes (DEM-PB).

Garibaldi disse que vai apoiar as investigações na Casa, mas antes vai procurar ouvir o esclarecimento dos fatos. "Não pretendo tomar providências antes de os esclarecimentos serem prestados. E isso será feito hoje à tarde pelo senador Efraim Moraes que deve ir à tribuna do Senado. Também vou me reunir com o diretor-geral para ouvir e tomar providências necessárias", disse.

O presidente do Senado ainda não descartou a possibilidade de afastar Agaciel Maia do cargo. "Ele perderá as condições se realmente for constatado o seu envolvimento. E é isso que se pretende saber das apurações da PF e do MP", comentou dizendo que não acredita em corporativismo nas investigações.

"Mas, uma vez que a apuração é procedida pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, não há risco. O único risco que corremos é a omissão de informações. E isso não vou permitir. Vou facilitar todas as investigações. A colaboração da Casa deve ser a mais empenhada possível", completou.

Garibaldi ainda comentou o julgamento que haverá na tarde de hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) da ação proposta pela Associação dos Magistrados do Brasil para impedir que candidatos envolvidos em processos criminais tenham seus registros de candidatura negados por juízes eleitorais. Projeto semelhante tramita no Senado e aguarda votação em plenário.

"Houve uma certa omissão da Casa. Achamos que o projeto deveria ter tido mais urgência aqui", disse lamentando que, mais uma vez, o Judiciário toma decisões antes do Legislativo.



A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
 


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