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Brasília - A Comissão de
Constituição e Justiça do Senado aprovou hoje
(6) projeto que disciplina o uso de algemas durante a prisão
de criminosos. Pela proposta, a algema poderá ser usada em
casos de reincidência de crimes violentos, por decisão
do juiz, quando houver risco para a integridade de alguém ou
no momento do transporte de presos que ofereçam risco.
A aprovação
da matéria, no entanto, não é definitiva. Antes
de seguir para a Câmara, deverá passar por um turno
suplementar de votação ainda na CCJ. O relator, senador
Demóstenes Torres (DEM-GO), explicou que presos acusados de
crime de colarinho branco também não estão
excluídos do uso de algemas, caso se
enquadrem nas disposições que previstas pelo projeto.
"Não se usa
algemas quando a pessoa se entrega ou para exibir um preso, para
parecer um troféu, como uma pena antecipada. Nas demais
hipóteses a algema pode e deve ser usada", analisou. "O
ex-banqueiro Salvatore Cacciola, por exemplo, chegaria ao Brasil
algemado", acrescentou citando o caso do ex-banqueiro que foi
condenado a 13 anos de prisão por gestão fraudulenta e
desvio de dinheiro público. Ele fugiu para a Itália
depois de a sentença no Brasil ter sido proferida.
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